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09/10/2009 - 09h38

Índice futuro sugere abertura em baixa na Bovespa

SÃO PAULO - Vindo de nova máxima para o ano acima dos 63 mil pontos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) pode ter um pregão de ajuste nesta sexta-feira. A indicação é dada pelo Ibovespa futuro, que perdia 0,61%, 63.500 pontos.

Dia de queda também se configura em Wall Street. Além do espaço para correção, os agentes divergem quanto à interpretação da fala do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Ben Bernanke, que falou sobre a retirada das medidas de estímulo.

Em pronunciamento feito ontem à noite, Bernanke disse que só reverterá o curso e apertará a política monetária " quando a perspectiva de recuperação econômica melhorar o suficiente " . No entanto, o presidente do BC americano não deu pistas sobre o que ele considera " suficiente " , apenas disse que, " em algum momento " , quando a recuperação econômica se firmar, o Fed terá que subir os juros. Alguns agentes encararam isso como um sinal de que, no horizonte de curto prazo, não haverá mudanças na condução da política monetária, mas também é possível interpretar isso como uma preparação para uma alta na taxa de juros.

A reversão das medidas de estímulo é um ponto de grande preocupação no mercado, já que a enorme quantidade de dinheiro injetada na economia durante a fase mais aguda da crise é o que explica boa parte dessa forte valorização nos ativos de risco agora em 2009. No mercado de câmbio, o pronunciamento de Bernanke já tem algum efeito, levando os agentes a remontar parte de suas posições em moeda americana. O euro sobe contra o euro e a libra e também avança por aqui, mas as compras ainda são tímidas. Há pouco, o dólar comercial avançava 0,34%, a R$ 1,745 na venda. Na Europa, o pregão é instável, com os principais índices oscilando entre alta e baixa. Em Londres, o FTSE recuava 0,27%, com as mineradoras puxando as vendas. Já em Frankfurt, o Xetra-DAX declinava 0,33%. Na Ásia, destaque para a Bolsa de Xangai, que voltou a operar depois de um feriado prolongado. O Shanghai Composite passou por ajuste e subiu 4,76%. Já Hong Kong teve leve alta de 0,03%. Dia de valorização, também, em Tóquio, onde o Nikkei 225 avançou 1,87%. Em Seul, o ganho foi de 1,94%.

O pregão de ontem foi marcado pela retomada no apetite por risco. Dados melhores nos Estados Unidos, levaram os agentes a vender moeda americana e ampliar posições em ações e commodities. Por aqui, o Ibovespa garantiu valorização de 1,79%, para os 63.759 pontos. O volume foi elevado, somando R$ 7,68 bilhões. A pontuação é a maior desde 30 de junho de 2008, quando o índice marcava 65.017 pontos. Na semana, o índice já subiu 4,23%, elevando o ganho acumulado em 2009 para 69,8%.

Em Wall Street, os ganhos foram mais modestos. O Dow Jones subiu 0,63%, para 9.786 pontos. O S & P 500 avançou 0,75%, para 1.065 pontos. Já o Nasdaq teve acréscimo de 0,64%, a 2.123 pontos.

(Eduardo Campos | Valor)

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