UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

13/10/2009 - 18h19

Bovespa já sobe 72% no ano e não está cara, diz especialista

SÃO PAULO - O final de semana prolongado não esfriou o ânimo dos investidores, que seguiram ampliando as posições compradas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Com ajuda da Petrobras e destaque para as construtoras, o Ibovespa marcou nova máxima para 2009, elevando o ganho no ano a 72,16%. Ao final do pregão, o índice apontava alta de 0,90%, aos 64.645 pontos, máxima do dia. A pontuação é a maior desde 30 de junho de 2008, quando o Ibovespa marcou 65.017 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,27 bilhões. Na avaliação do professor de economia do Ibmec Rio, André Comunale, enquanto o Ibovespa não voltar às máximas históricas registradas acima dos 73.500 pontos não dá para falar que o mercado está caro.

" Não se pode falar em bolha. Essa puxada de alta está embasada em melhora de resultados, de produção e de emprego " , diz o professor.

Um caso típico disso é o setor de construção, avalia. Que tem perspectiva de ganho apoiado em um demanda crescente e na ajuda estatal ao segmento por meio do programa Minha Casa Minha Vida. Hoje, o segmento foi destaque de alta. Gafisa ON saltou 8,83%, a R$ 29,92, Cyrela ON subiu 6,59%, a R$ 26,49. A companhia detalhou os termos de uma oferta primária que pode resultar na captação de mais de R$ 1,4 bilhão. Ainda no setor, Rossi ON teve acréscimo de 5,26%, fechando a R$ 14,00. Fora do índice, InPar PN subiu 8,12%, a R$ 4,39, Rodobens Negócios Imobiliários e Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário ganharam mais de 7% cada.

Ainda de acordo com Comunale, as compras na Bovespa também têm embasamento na cena macroeconômica internacional. " A China segue firme e também temos a queda do dólar dando fôlego às commodities. " Segundo o especialista, o que assusta um pouco é a velocidade de recuperação - por isso se fala tanto em necessidade de realização de lucros. No entanto, como o mercado é tomador, não há espaço para perdas muito acentuadas. No curtíssimo prazo, Comunale acredita que a temporada de balanços é fator preponderante para mostrar a direção dos mercados. Amanhã, o foco está voltado para os números do JPMorgan, e até o final da semana saem os números do Citigroup, Goldman Sachs e Bank of America. De volta ao front corporativo, Petrobras PN garantiu alta de 0,50%, a R$ 35,82. Ajudando o papel, o barril de WTI fechou acima dos US$ 74 o barril pela primeira vez desde 24 de agosto. Também no setor, mas fora do índice, OGX Petróleo ON passou por correção depois de uma sequência de alta. O ativo caiu 3,96%, a R$ 1.623, com mais de R$ 250 milhões em negócios. No setor financeiro, Itaú Unibanco PN garantiu alta de 0,27%, a R$ 36,10. Mais firme, Bradesco PN subiu 1,11%, a R$ 36,30. As ações da Itaúsa, Banco do Brasil e das administradoras de cartão Redecard e Visanet também avançaram. Destoando dos pares, as units do Santander caíram 0,34%, a R$ 22,79. Ganho expressivo para MMX ON, que subiu 5%, a R$ 13,44. Entre as siderúrgicas, Gerdau PN ganhou 4,01%, fechando a R$ 26,95. Bradespar PN, B2W Varejo ON, Metalúrgica Gerdau PN e Braskem PNA avançaram mais de 3% cada. Na ponta oposta, Vale PNA liderou o volume negociado e caiu 0,33%, a R$ 38,63. Vale ON perdeu 0,96%, a R$ 43,30. Ainda entre os mais negociados, BM & FBovespa ON cedeu 0,36%, a R$ 13,80. Perdas, também, para Transmissão Paulista (Cteep) PN recuou 2,29%, a R$ 51,00, América Latina Logística unit cedeu 1,54%, a R$ 13,35, e CCR Rodovias ON diminuiu 1,36%, a R$ 33,20. (Eduardo Campos | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host