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13/10/2009 - 17h17

Fitch eleva notas de risco da Aracruz e rebaixa as da VCP

SÃO PAULO - A agência de classificação de riscos Fitch revisou as notas da Aracruz e da Votorantim Papel e Celulose, tendo em vista o movimento de fusão entre as duas empresas até o final deste ano que criará a Fibria. No caso da VCP houve rebaixamento de "BB+" para "BB" da nota de probabilidade de inadimplência do emissor em moeda local e estrangeira (IDR, na sigla em inglês). O rating em escala nacional passou de "AA-" para "A+".

Concomitantemente, a nota de IDR da Aracruz teve sua classificação elevada de "BB-" para "BB" e o rating em escala nacional passou para "A+", ante a classificação anterior "A". Em ambos os casos, tanto da VCP como da Aracruz, a perspectiva das novas notas é "estável" De acordo com a Fitch, as novas classificações "refletem a convergência da qualidade de crédito destas duas companhias durante os últimos nove meses", em decorrência do aumento de participação da VCP na Aracruz e futura fusão, prevista para o final deste ano. A avaliação da agência é de que o endividamento da nova empresa deverá permanecer alto até 2011.

O volume de dívida de ambas as empresas continuou aumentando em 2009, embora medidas tomadas no período tenham compensado parcialmente esse movimento, com a emissão de R$ 3 bilhões de capital pela VCP e a venda, pela Aracruz, da sua unidade Guaíba, por US$ 1,430 bilhão, dos quais US$ 1 bilhão serão usados para pagamento de dívida.

A agência estima que o Ebitda combinado da companhia deverá cair de US$ 1,1 bilhão em 2008 para US$ 900 milhões neste ano por conta da baixa de preços da celulose na primeira metade deste ano. Com isso, a relação entre dívida líquida e Ebitda subirá de 5 vezes em 2008 para 6,2 vezes em 2009.

Ainda assim, a Fitch entende que as duas empresas têm posição "muito forte de negócios" e a produção integrada da Fibria deverá alcançar 5,350 milhões de toneladas de celulose de mercado, "quase o dobro da segunda maior empresa no mercado", além de 360 mil toneladas de papel. Ainda que a liquidez continue restrita, a agência avalia o cenário como administrável. Ambas as empresas devem levantar em breve US$ 1,750 bilhão de dívida nova e somar ao caixa o montante da venda da unidade de Guaíba, de US$ 1,430 bilhão, para antecipar o pagamento dos próximos vencimentos, "assim como quase dois terços do restante da dívida associados às perdas da Aracruz com derivativos".

(Valor)

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