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14/10/2009 - 20h31

Abimaq cobra medidas contra queda do dólar

RIO - O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, fez duras críticas ao atual patamar do dólar frente ao real e afirmou que a conjunção de um câmbio livre com juros básicos ainda elevados - de 8,75% ao ano - traz altos volumes de capital especulativo para o país. "Na minha opinião, o que leva o dólar a estar lá embaixo é especulação pura, 90% é especulação. É dinheiro que eu tomo no Japão a custo zero e venho aplicar aqui a 8,75% sem risco nenhum, e posso ir embora amanhã", destacou Neto. "Enquanto quem quer construir uma fábrica aqui no Brasil e gerar emprego vai ser tributado em 30%", acrescentou.

O executivo afirmou ser a favor do câmbio livre, mas cobrou medidas como a cobrança de multas no caso de saída de capital estrangeiro aplicado em bolsa em um intervalo de tempo inferior a seis meses depois da compra dos papéis.

"Se o Brasil não tomar cuidado com esse dólar, estaremos condenando a indústria brasileira no curto e médio prazo a um processo de desindustrialização que não tem mais volta. Deveria ter quarentena para todo o dinheiro que entra aqui", cobrou. "O dólar a R$ 1,75 é mortal para a gente", disse. (Rafael Rosas | Valor)

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