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14/10/2009 - 12h51

Bovespa segue acima dos 65 mil pontos e dólar recua para R$ 1,708

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reafirma a trajetória de alta pelo quarto pregão seguido e supera os 65 mil pontos pela primeira vez desde junho do ano passado. Por volta das 12h45, o Ibovespa subia 1,38%, aos 65.538 pontos, com giro financeiro em R$ 3,27 bilhões. Com tal pontuação, o ganho no ano vai a 74,54%, ou 27.988 pontos.

O bom humor do dia é garantindo por alguns dados da economia americana. O JPMorgan mostrou lucro trimestral acima do esperado. As vendas no varejo também superaram a previsão, assim como a retração dos estoques nas empresas. Já os preços de importação subiram menos que o previsto. Esses números também animam os investidores em Wall Street. Há pouco, o Dow Jones subia 1,13%. O S & P 500 e o Nasdaq avançavam 1,24% e 1,20%, respectivamente. O operador-sênior da TOV Corretora, Décio Pecequilo, comenta que a bolsa brasileira continua surpreendendo pela força. Todas as resistências técnicas foram rompidas com certa facilidade. Os 55 mil pontos foram deixados para trás no começo de setembro e, no mesmo mês, o índice passou por cima dos 60 mil pontos. Agora em outubro os 65 mil pontos já são superados. " Para o final do ano, salvo algum imprevisto de grande monta, penso em 70 mil pontos " , diz o especialista, lembrando que para o índice atingir tal meta falta apenas 6,74% de valorização diluída em dois meses e meio. Pecequilo comenta que o recebimento do terceiro grau de investimento pela economia brasileira já começa a trazer resultados práticos. Vale lembrar que alguns fundos de pensão e fundos soberanos só investem quando o país tem três selos de investimento. " Achei que o efeito seria mais diluído, mas isso está acontecendo de forma mais agressiva " . Ilustrando tal percepção, entre os dia 1 e 8 de outubro, o saldo de negociação do investidor estrangeiro somava R$ 1,75 bilhão, o que eleva o montante no acumulado do ano para R$ 19,75 bilhões. Segundo o operador, os números surpreendem e tal comportamento do mercado requer maior atenção do investidor. " A alta é muito forte e ainda temos algumas incógnitas ao redor do mundo, como o desemprego nos EUA. A maior dúvida de todas é quando começa a retirada dos estímulos fiscais e monetários ao redor do mundo. " O dia também conta com o vencimento do Ibovespa futuro. O contrato de outubro deixa de ser negociado e a referência passa a ser o vencimento para dezembro.

No front corporativo, os carros-chefe seguiam o preço das commodities. Vale PNA liderava o volume negociado, avançando 1,60%, para R$ 39,25, e Petrobras PN ganhava 0,61%, a R$ 36,04. O barril de WTI é negociado na máxima do ano, acima dos US$ 75 o barril. Entre as siderúrgicas, Gerdau PN apontava alta de 4,15%, a R$ 28,07, e Usiminas PNA ganhava 2,36%, a R$ 51,45. O setor financeiro também atraía compradores. Bradesco PN e Itaú Unibanco PN avançavam mais de 1,7% cada, a R$ 36,94 e R$ 36,72, respectivamente. Banco do Brasil ON subia 1,81%, a R$ 31,97. A estatal levantou US$ 1,5 bilhão com a emissão de bônus perpétuos no exterior.

O destaque de alta dentro do índice está com a ação ON da Duratex, que marcava valorização de 4,97%, a R$ 12,65. Recuperando perdas recentes, GOL PN subia 4,35%, a R$ 18,47, e MMX Miner ON tinha elevação de 3,94%, a R$ 13,97.

Fora da festa, Cosan ON perdia 1,96%, a R$ 20,44, Copel PNB diminuía 1,75%, a R$ 32,40, e Telemar Norte Leste PNA desvalorizava 1,20%, a R$ 60,66. Fora do índice, os agentes seguem realizando lucros com OGX Petróleo, que perdia 3,82%, a R$ 1.561, e mais de R$ 247 milhões em negócios. Com bolsas e commodities em alta, os agentes são estimulados a seguir desmanchando posições em moeda americana, que passa a ser negociada na linha de R$ 1,70. Há pouco, o dólar comercial cedia 1,10%, a R$ 1,708 na venda.

(Eduardo Campos | Valor)

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