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15/10/2009 - 14h31

Bovespa defende leve valorização e dólar vale R$ 1,704

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) continua resistindo à realização de lucros e defende os 66 mil pontos reconquistados no pregão de ontem. Por volta das 14h30, o Ibovespa aumentava 0,24%, aos 66.357 pontos, com giro financeiro em R$ 3,51 bilhões. Os carros-chefe davam sustentação ao índice, acompanhando a cotação das commodities. Vale PNA confirmava a valorização de 4,60% registrada ontem e verificava acréscimo de 0,91%, a R$ 40,78. O empresário Eike Batista, controlador da holding EBX, afirmou que não negocia no momento nenhuma aquisição de participação acionária no grupo de controle da Vale.

Petrobras PN subia 1,05%, a R$ 36,53. O barril de WTI faz novas máximas para o ano na casa dos US$ 77 o barril. Ainda entre os mais negociados, Gerdau PN apontava alta de 2,47%, a R$ 29,36.

Acompanhando os pares externos, os bancos perdiam valor. Itaú Unibanco PN caía 1,02%, a R$ 36,72, e Bradesco PN diminuía 1,15%, saindo a R$ 36,77.

Os papéis ON da CCR Rodovias ON continuavam liderando os ganhos, apontando elevação de 4,19%, a R$ 34,29, Celesc PN recuperava perdas recentes, se valorizava 2%, a R$ 35,70, e GOL PN avançava 1,91%, a R$ 19,16. Depois de ensaiar alta, MMX Miner ON liderava as perdas dentro do índice, recuando 2,80%, a R$ 12,82. Perdas, também, para Souza Cruz ON, que cedia 2,25%, a R$ 67,61. E Telemar ON caía 2,43%, a R$ 41,65.

No câmbio, o dólar " anda de lado " sem força para firmar alta ao romper a linha de R$ 1,70. Há pouco, a moeda era negociada a R$ 1,704 na venda, leve apreciação de 0,05%.

Em Wall Street, a instabilidade também pauta os negócios, mas a pressão vendedora por lá é um pouco maior. Há pouco, o Dow Jones declinava 0,15%, enquanto o Nasdaq diminuía 0,40%.

Os agentes assimilam mais uma rodada de resultados trimestrais e dados financeiros. Entre os bancos, o Goldman Sachs apontou lucro de US$ 3,19 bilhões para o terceiro trimestre, quase quatro vezes mais que o registrado um ano antes. Isso representa US$ 5,25 por ação, cifra superior aos US$ 4,24 estimados pelos analistas. Já o Citigroup não agradou ao mostrar lucro de US$ 101 milhões. A instituição indicou perda de US$ 8 bilhões com crédito.

No campo econômico, a inflação ao consumidor americano subiu 0,2% em setembro, resultado em linha com o esperado. O núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que tira alimentos e energia da conta, também avançou 0,2%. Ainda foi divulgado que menos americanos foram em busca de seguro-desemprego na semana passada. As requisições caíram em 10 mil, para 514 mil, menor leitura desde janeiro.

(Valor)

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