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15/10/2009 - 16h40

Carrefour tem alta de vendas no Brasil e decide deixar Rússia

SÃO PAULO - O varejista francês Carrefour decidiu vender suas unidades e deixar o mercado da Rússia. Em nota distribuída hoje, a empresa atribui a determinação à " falta de perspectivas de crescimento orgânico suficiente e de oportunidades de aquisições no curto e médio prazo " que permitissem à rede alcançar uma posição de liderança.

O Carrefour está presente na Rússia desde 2008 e hoje tem dois hipermercados, em Moscou (aberto há apenas quatro meses) e em Krasnodar.

No mesmo comunicado, o Carrefour anunciou números de faturamento no terceiro trimestre. As vendas totais caíram 2,9%, para 24,018 bilhões de euros. Se for excluído o efeito de variações cambiais, a queda foi de 0,8%. Descontados o impacto cambial e a comercialização de combustíveis, porém, o faturamento cresceu 0,5% perante o mesmo intervalo de 2008.

Com diminuição da receita nos mercados da França e do restante da Europa, o faturamento da rede no trimestre recebeu impulso das operações na Ásia e América Latina.

Apenas no Brasil, diz o comunicado da companhia, as vendas aumentaram 14,2% (descontadas variações cambiais) de forma geral e 3,9% se consideradas apenas as lojas em funcionamento há pelo menos 12 meses (conceito " mesmas lojas " ).

O Carrefour destaca também a continuidade da expansão no país, com a abertura de cinco unidades do Atacadão e o acréscimo de lojas adquiridas da rede de supermercados Gimenes, no interior paulista.

Na semana passada, o Carrefour foi a público desmentir que estivesse vendendo suas atividades em mercados emergentes. Em uma breve nota, o varejista dizia que sua prioridade eram os negócios na França, Bélgica, Espanha e Itália. " E, no médio e longo prazo, os mercados emergentes, particularmente Brasil e China " .

A nota foi emitida após reportagens do jornal francês Le Monde. Primeiro, o periódico publicou que os dois maiores acionistas do Carrefour, o fundo Colony Capital LLC e o magnata Bernard Arnault, estariam exercendo pressões para que o grupo venda as operações em países emergentes, como o Brasil e a China.

Depois, em outra notícia, disse que os acionistas teriam mudado de ideia - a saída dos emergentes em bloco poderia passar a impressão de " desmantelamento " . Mas a venda das operações sul-americanas (Brasil, Argentina e Colômbia) estaria sendo " seriamente avaliada " , segundo o jornal.
(Paula Cleto | Valor)

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