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15/10/2009 - 16h22

DIs destoam e fecham com valorização

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram mais um dia de comportamento pouco condizente com outros mercados e mesmo com os indicadores econômicos do dia. As taxas fecharam apontando para cima, mesmo com menor otimismo externo e vendas no varejo em linha com o esperado.

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, apontava alta de 0,07 ponto percentual, a 10,46%. Já o vencimento para janeiro de 2012 ganhou 0,10 ponto, a 11,54%. E janeiro de 2013 projetava 12,02%, também alta de 0,10 ponto.

Entre os vencimentos curtos, janeiro de 2010 perdeu 0,01 ponto, marcando 8,67%. Julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, avançou 0,04 ponto, projetando 9,36%. E novembro de 2009 ganhou 0,01 ponto, a 8,64%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 368.045 contratos, equivalentes a R$ 32,47 bilhões (US$ 18,99 bilhões), queda de 35% sobre o registrado ontem. O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 185.625 contratos, equivalentes a R$ 16,46 bilhões (US$ 9,62 bilhões). Segundo o economista-chefe da consultoria UpTrend, Jason Vieira, o mercado se encontra em um ponto de indefinição no qual as taxas oscilam, mas respeitam faixas de variação. Um bom exemplo é o DI janeiro de 2011 que não se afasta muito de 10,45%.

De acordo com Vieira, as variáveis e percepções que levaram ao recente rali de alta nos vencimentos já estão consolidadas. Agora os agentes esperam uma definição melhor de cenário para voltar a montar posições. " Existe uma definição, que é a alta de juros em 2010. A dúvida que fica é quando e quanto a taxa sobe. " Na próxima semana, Vieira acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve segurar a Selic em 8,75% e manter o discurso de que não existem ameaças pelo lado da inflação ou mesmo da atividade.

Na agenda do dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que as vendas do comércio varejista de agosto avançaram 0,7% no comparativo mensal, marcando alta de 4,7% sobre igual período de 2008.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro vendeu todas as 2,3 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) que ofertou, levantando R$ 1,94 bilhão. Também foram vendidas 525.200 Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F), somando R$ 492 milhões.

(Eduardo Campos | Valor)

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