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15/10/2009 - 18h11

Estrangeiro segue comprando e Bovespa marca 66.703 pontos

SÃO PAULO - A cada pregão, uma nova máxima. Essa é a regra que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vem seguindo desde o dia 8 de outubro. Hoje, os agentes ainda ensaiaram uma realização de lucros, mas, apoiado na valorização das commodities, o Ibovespa fechou o dia com alta de 0,76%, aos 66.703 pontos, máxima do dia. O volume financeiro somou R$ 6,34 bilhões.

Tal pontuação supera os 66.201 pontos registrados ontem e é a maior desde 19 de junho, quando o Ibovespa marcava 66.590 pontos. Na semana, o índice sobe 4,11%; no mês, 8,43% e, no ano, 77,64%.

Segundo o assessor de investimento da Corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, a explicação para tal comportamento da bolsa é simples e bem conhecida no mercado: contra fluxo não há argumento. " O gringo continua comprando " , disse.

Pelos últimos dados disponíveis, o saldo estrangeiro na Bovespa somava R$ 2,16 bilhões no acumulado de outubro até o dia 9. Com isso, a soma de recursos no ano já passa de R$ 20 bilhões, novo recorde.

O especialista destaca que o que alavancou essa entrada de recursos no Brasil não foram fatores externos, mas o próprio cenário doméstico, que se mostrou resistente à crise.

Além do quesito fluxo, Monteiro diz que não tem motivo para os preços recuarem, já que o noticiário continua positivo, assim como as expectativas para o comportamento da economia brasileira. " O duro é ter coragem para entrar na bolsa nessa faixa de pontos " , pondera. Ainda de acordo com Monteiro, atenção voltada para 2010, pois em algum momento do ano que vem os governos ao redor do mundo vão começar o processo de retirada dos estímulos fiscais e monetários. E não se sabe como a economia e os investidores vão reagir a isso. No front corporativo, Petrobras PN liderou o volume, avançando 1,24%, para R$ 36,60. Dando força ao papel, o barril de WTI fez nova máxima para o ano ao fechar aos US$ 77,58. Os papéis da Vale também continuaram atraindo compradores, mesmo depois da alta de 4,6% registrada ontem. O papel fechou a R$ 40,69, valorização de 0,69%.

O mesmo vale para as siderúrgicas. Gerdau PN subiu 4,25%, a R$ 29,87. Usiminas PNA ganhou 0,75%, a R$ 53,20, e CSN ON avançou 1,98%, a R$ 61,80.

Já os bancos seguiram os pares externos, que perderam fôlego depois dos resultados trimestrais do Citigroup. Itaú Unibanco PN cedeu 0,40%, a R$ 36,95, Bradesco PN teve leve baixa de 0,05%, a R$ 37,18, e Banco do Brasil ON caiu 1,08%, a R$ 32,05.

O destaque de alta ficou com o ativo ON da CCR Rodovias, que saltou 5,16%, para R$ 34,61, Celesc PNB recuperou perdas recentes, ganhando 3,42%, a R$ 36,20, e Duratex PN avançou 3,40%, a R$ 13,07.

Na ponta oposta, MMX Miner ON marcou novo dia de baixa, recuando 2,80%, para R$ 12,82. Corretora local deu recomendação de venda para o papel, que já subiu 363% em 2009. Entre as construtoras, Cyrela ON cedeu 2,15%, a R$ 27,30, e Souza Cruz ON recuou 1,86%, a R$ 67,88. Em Wall Street, os índices oscilaram em baixa durante a maior parte do pregão, mas compras no final do dia resultaram em alta de 0,47% para o Dow Jones. Esse índice fechou aos 10.062 pontos, também nova máxima para o ano. O S & P 500 avançou 0,42%, para 1.096 pontos. Já o Nasdaq ganhou 0,05%, a 2.173 pontos.

(Eduardo Campos | Valor)

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