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15/10/2009 - 16h50

Taxa de juros ao consumidor é a mais baixa em 14 anos, diz Anefac

SÃO PAULO - Após cair 0,07 ponto percentual em setembro, a taxa de juro média do crédito a pessoas físicas alcançou o menor patamar desde 1995, em 7,01% ao mês, ou 127,47% ao ano. Levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que cinco das seis linhas de crédito monitoradas registraram diminuição dos juros, com exceção do cartão de crédito, que é o mais alto e ficou estável em setembro. Foi a oitava queda consecutiva das taxas, em processo que se sustenta apesar da manutenção do juro básico Selic em 8,75% ao ano. A entidade acredita que esse movimento de redução no custo do dinheiro está associado à competição do setor e à melhora do ambiente econômico.

Entre as linhas para empresas, todas sofreram redução, o que levou a taxa média a 3,89% ao mês, a menor desde agosto de 2001. A baixa foi de 0,09 pontos percentuais, levando a taxa anual para 58,08%, ante os 59,73% apurados em agosto.

A Anefac traça um paralelo entre o comportamento das taxas praticadas pelos bancos nas linhas de crédito e o custo do dinheiro estabelecido pelo Banco Central por meio da Selic. Esta última sofreu uma redução de 5 pontos percentuais entre dezembro de 2008 e setembro de 2009, de 13,75% para 8,75% ao ano. No mesmo período, as taxas bancárias teriam registrado redução de 12,44 pontos percentuais, tendo passado de 137,91% ao ano para 125,47% ao ano.

As perspectivas, na avaliação da Anefac, são positivas para o resto do ano. Seja pelo fato de o pior da crise ter passado, seja pela redução do risco de inadimplência. Além disso, ao contrário do que espera a maioria dos analistas e economistas, a a Anefac avalia que ainda há espaço para novas reduções do juro básico pelo BC, o poderia resultar em melhores condições de oferta de crédito, aumento da concorrência e redução das taxas.

"Daqui para a frente deveremos ter reduções das taxas de juros, seja para produção (pessoa jurídica) como para consumo (pessoa física), em patamares superiores às quedas da Selic. Deveremos inclusive ter períodos em que a Selic vai ficar inalterada e as taxas de juros das operações de crédito vão ser reduzidas", prevê a entidade.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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