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03/11/2009 - 13h18

Bovespa inverte e sobe 0,21%; dólar avança 0,11%

SÃO PAULO - Os segmentos financeiros no Brasil operam com volatilidade nesta terça-feira. Apesar de uma abertura pessimista, acompanhando o cenário externo, os segmentos trabalham com recuperação desde a divulgação da encomenda à indústria nos Estados Unidos, que veio melhor do que o esperado.

Depois de cair mais de 1% pela manhã, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) tinha alta de 0,21%, aos 61.764 pontos, com giro financeiro de R$ 2,285 bilhões. No segmento cambial, o dólar comercial chegou a subir mais de 0,70% na abertura, mas aponta agora ganho de 0,11%, cotado a R$ 1,7570 para a compra e R$ 1,7590 para a venda.

O humor dos agentes foi orientado mais cedo pela sinalização de cautela em outras praças acionárias. Além das bolsas asiáticas, índices europeus e americanos apontavam pessimismo em relação ao setor bancário.

Fora o fraco resultado do banco suíço UBS, que teve seu quarto prejuízo consecutivo no terceiro trimestre, os analistas repercutem o acordo entre o Lloyds e o RBS para captação de recursos. Ainda assim, Flávio Serrano, economista sênior do BES, lembra que, no quadro doméstico, é justamente o setor bancário que atua no campo positivo.

O balanço do Itaú Unibanco sustenta esse movimento e inibia baixas mais expressivas no Ibovespa. Há pouco, os papéis PN do banco subiam 1,69% (R$ 10,18). Bradesco PN ganhava 0,14%, a R$ 34,61. Banco do Brasil apontava alta de 0,92% (R$ 24,87) e Nossa Caixa liderava os ganhos, com alta de 3,14% (R$ 65). A inversão de rumo na bolsa veio após a publicação às 13 horas, de um aumento de 0,9% na encomenda à indústria dos Estados Unidos. O mercado esperava alta de 0,8% e isso bastou para promover uma recuperação dos ativos em Wall Street, onde os principais índices diminuíam a queda. O Dow Jones aponta no momento recuo de 0,43% e o S & P 500 cai 0,15%.

Entre as ações mais líquidas, Vale PNA invertia o rumo e avançava 0,70% (R$ 39,73). Petrobras PN ganhava 0,59%, a R$ 35,25, e Gerdau PN subia 0,12%, a R$ 32,04. No segmento cambial, os agentes também se orientavam pela tendência global de valorização do dólar em relação a outras divisas. Serrano lembra que, desde a semana passada, quando o PIB dos Estados Unidos apontou aumento maior do que o esperado, a divisa americana vem se recuperando ante uma cesta de moedas, especialmente contra o euro.

Na avaliação do economista, essa recuperação do dólar no câmbio doméstico não tem mais nada a ver com a taxação de IOF sobre capital estrangeiro implantada pelo governo há duas semanas. "O efeito foi pontual e não gera mais nenhum impacto para a cotação da divisa", diz.

O fluxo de divisas, no entanto, se mostrava mais modesto que em pregões normais. João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer, acredita que a cautela dos investidores internacionais em relação ao setor bancário contribui para a retração dos investidores, assim como uma falta de tendência mais clara, que inibe a atuação de exportadores no segmento.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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