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03/11/2009 - 18h58

Exportações para os EUA aumentam, mas China reduz compras do Brasil

BRASÍLIA - A retomada das compras brasileiras pelos Estados Unidos, com alta de 17,6% sobre setembro, foi um dos destaques da balança comercial em outubro, segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral.

Também no mês passado, as exportações para a China - país que neste ano tomou o lugar de primeiro parceiro comercial brasileiro, ocupado pelos EUA durante décadas - registraram queda de 19,6%.

O secretário explicou que o recuo nas compras chinesas se deve ao fim da safra brasileira de produtos básicos. Já a retomada das exportações aos americanos, de produtos como aviões, petróleo benzeno e etanol, sinaliza uma melhora na crise global.

"Está havendo uma recuperação de vendas para os mercados tradicionais", como Estados Unidos e países da União Europeia, disse Barral. Para ele, a sustentação das expectativas otimistas para 2010 dependerá do ritmo de retomada dessas economias.

Barral destaca que a melhora mensal nas exportações aos EUA apenas "tornou menos pior" uma situação "que ficou drástica" no início da crise, quando a retração na venda aos americanos chegou a 50%. De janeiro a outubro acumulava queda de 45,1%, enquanto as exportações para a China cresciam 18,8% sobre período igual de 2008.

Com esse olhar otimista sobre o comportamento do comércio exterior dos últimos três meses, o secretário aposta que o superávit comercial deve ficar ao redor de US$ 1,3 bilhão em novembro e dezembro, confirmando a recuperação de parceiros tradicionais do Brasil, incluindo a América Latina.

Somente em outubro, as exportações somaram US$ 14,082 bilhões e as importações, US$ 12,754 bilhões. No acumulado do ano, as vendas externas ficaram em US$ 125,879 bilhões ou 24,6% menores em relação a igual período de 2008, enquanto as importações somaram US$ 103,280 bilhões, com retração de 19,4%.

O saldo comercial do mesmo período, de US$ 25,599 bilhões, entretanto, é 7,5% maior que os US$ 21,015 bilhões registrados de janeiro a outubro do ano passado.

Com previsão de que este ano não devem se repetir as retrações nas transações de comércio exterior abatidas pela crise financeira global ao fim de 2008, Barral continua a esperar exportações totais em 2009, dentro do intervalo de US$ 155 bilhões a US$ 160 bilhões.

Do lado das importações, ele não faz previsões redondas. Mas disse acreditar que devem subir nesses dois últimos meses, em consequência da deterioração da taxa de câmbio. Outra razão é a saída interna da crise, que estimula as empresas a elevar a compra internacional insumos. Os insumos representam mais da metade da pauta de importações do país.

(Azelma Rodrigues/Valor)

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