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03/11/2009 - 15h57

Governo adia definição da meta para reduzir emissão de CO2

BRASÍLIA - Ficou para o fim da primeira quinzena deste mês a possível definição da meta de redução de emissão de gases do efeito estufa que o Brasil assumirá na Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, no início de dezembro, em Copenhague.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se hoje pela manhã com ministros para discutir o tema, mas não definiu nenhum percentual. Na reunião anterior, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu um corte de 40% na emissão de CO2 até 2020 em relação ao cenário atual. Uma nova reunião foi marcada para daqui a duas semanas, informou a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, que participou da reunião junto com Minc e o ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores.

Segundo ela, a meta de redução de CO2 é "algo nosso, interno", que não precisa ser fechada para a conferência da ONU.

Foi decidido hoje que o governo vai buscar a melhor forma de incentivar a redução na emissão de dióxido de carbono por setores mais intensivos, como agropecuária, energia e siderurgia.

O governo avalia entre a concessão de crédito, em financiamentos de longo prazo e baixo custo, ou incentivos fiscais com redução de impostos vinculados a metas para a diminuição do CO2.

No caso da siderurgia, "o objetivo é a fabricação do aço verde", disse a ministra, citando a possibilidade do setor replantar o equivalente ao carvão utilizado.

Dilma, que chefiará a delegação brasileira no evento de Copenhague, disse que o presidente Lula reiterou hoje a disposição do governo em buscar medidas para reduzir o desmatamento da Amazônia em 80%, também até 2020.

A ministra disse ainda que foram discutidas na reunião metas de redução de gases de efeito estufa para taxas de crescimento econômico de 4%, 5% e 6% ao ano. (Paulo de Tarso Lyra | Valor)

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