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03/11/2009 - 19h04

Para Jobim, aliança PT-PMDB pode enfrentar problemas regionais

RIO - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que as alianças regionais poderão ser fontes de problemas ao pré-acordo firmado entre PT e PMDB, em nível nacional, para as eleições do ano que vem.

"É muito claro que o envolvimento dos diretórios regionais em uma candidatura nacional está muito ligado à capacidade de agregação de votos da candidatura nacional ao candidato local e há alguns casos em que os candidatos locais exatamente são o PMDB de um lado e o PT do outro. Isso pode dar problema", alertou Jobim, que participou da gravação de um depoimento para a Faculdade de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Jobim ressaltou que o processo de alianças eleitorais para 2010 "iniciou mais cedo" e frisou que não cabe a ele julgar a decisão tomada pelo PMDB de fechar um pré-acordo com o PT em nível nacional.

"Eu não vou me envolver nesse assunto porque não sou candidato a nada", disse, acrescentando que deve permanecer no ministério até o fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro também reiterou que trabalha com a expectativa de definir até o fim do ano o vencedor da disputa para fornecimento dos caças de combate à Força Aérea Brasileira (FAB). Jobim confirmou que os governantes dos três países envolvidos estão se esforçando para que o Brasil compre as aeronaves de suas fábricas.

Disputam a concorrência a sueca Saab, com a aeronave Gripen NG, a americana Boeing, com o F-18 E/F Super Hornet, e a francesa Dassault, com o Rafale.

"(Há pressão) Dos três. Tanto do (Nicolas) Sarkozy, quanto do presidente (Barack) Obama, como também da administração sueca " , confirmou Jobim. " Como nós também temos interesse em privilegiar os negócios das nossas empresas nacionais", acrescentou. O ministro lembrou que ainda não dá para afirmar em favoritismo e explicou que a Força Aérea ainda está trabalhando na análise das propostas entregues. Jobim deixou claro que a decisão terá como base a análise de quatro pontos: a operação das aeronaves, a transferência de tecnologia, a capacitação industrial e o preço.

"Não dá para afirmar nada ainda. Vai depender da análise do conjunto. Tem muito detalhe e vamos examinar quando chegar o momento", ponderou.

(Rafael Rosas | Valor)

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