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03/11/2009 - 08h05

Pedido de concordata pelo CIT Group não foi surpresa total

SÃO PAULO - Não foi inesperado o pedido de proteção sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos pelo CIT Group. Há meses, a instituição americana especializada na concessão de crédito para pequenas e médias empresas lutava para sobreviver.

Para alguns analistas, apesar de não ser uma surpresa total, a situação enfrentada pelo CIT é um sinal preocupante da fragilidade continuada no sistema financeiro. O colapso da instituição de mais de 100 anos, anunciado no fim de semana, deixará uma conta de US$ 2,3 bilhões para os contribuintes dos Estados Unidos.

Em comunicado, o CIT pediu ao Tribunal de Falências dos Estados Unidos no Distrito Sul de Nova York a rápida aprovação de seu plano. A expectativa é reduzir a dívida total em cerca de US$ 10 bilhões durante o período sob o Capítulo 11 e emergir da falência no fim do ano.

A entidade explicou que nenhuma de suas subsidiárias operacionais será afetada pelo pedido de proteção contra credores, o que permitirá que continuem funcionando.

O CIT reportou ativos totais de US$ 71 bilhões e dívidas de quase US$ 65 bilhões, o que torna a quebra da instituição a quinta maior da história americana, atrás de empresas como Lehman Brothers e General Motors (GM).

(Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)

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