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03/11/2009 - 08h09

Decisão do Fed centra atenções na quarta-feira

SÃO PAULO - Os investidores brasileiros retornam do feriado de Finados e dão de encontro com o evento mais aguardado nos últimos dias. Na tarde de hoje, o Federal Reserve (Fed), banco central americano, deve apresentar novas medidas de estímulo à economia americana.

A expectativa é de que o Fed compre mais títulos do Tesouro, como forma de reduzir os juros para o tomador final de dinheiro, estimulando, assim, o consumo e não a poupança. Cabe lembrar que o Fed já fez esse uso ativo de seu balanço e o dinheiro colocado em circulação não saiu do sistema financeiro, ficou como reservas dentro dos bancos.

Tal movimentação da autoridade monetária também tem impacto direto sobre o preço do dólar e dos ativos de risco ao redor do mundo. Ao acenar com mais ajuda e juros baixos por longo tempo, o dólar perde atratividade e os agentes vão buscar rendimento em commodities e outros ativos de risco. Com isso, o Fed diminui a chance de deflação (já que pagará mais caro pelos produtos importados) e também tenta estimular as vendas externas do país, já que o dólar está desvalorizado.

Antes disso, atenção à possibilidade de ajuste de preços na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), uma vez que ontem os mercados americanos tiveram um pregão positivo. O Dow Jones subiu 0,58%, para 11.188 pontos, próximo da máxima do ano registrada aos 11.205 pontos. O S&P 500 se valorizou 0,78%, para 1.193 pontos. O Nasdaq ganhou 1,14%, a 2.533 pontos.
As ADRs (recibos de ação) brasileiras negociadas em Nova York seguiram tal movimentação. O Dow Jones Brazil Titan 20 ADR teve acréscimo de 1,41%.

Também na agenda americana, a ADP, empresa que processa folhas de pagamento, apresenta nesta quarta-feira a criação de vagas no setor privados no mês de outubro. As estimativas sugerem a criação de 20 mil a 23 mil empregos, após a perda de 39 mil postos em setembro.

Ainda sai o índice de atividade no setor de serviços, que de mostrar leve alta de 0,02 ponto, para 53,5, e as encomendas à indústria no mês de setembro, para as quais está prevista uma elevação de 1,2%.

Os agentes também acompanham a apuração das eleições nos EUA. Ontem, os americanos votaram para eleger deputados, parte do Senado e governadores.
Na agenda local, conssta apenas a variação semanal no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Já a agenda corporativa é carregada, reservando os balanços da Cielo, Cremer, AmBev, Energias do Brasil, Fras-Le, Itaú Unibanco, Porto Seguro e Banco Sofisa.

No front externo, saem os números da BMW, El Paso, Molson Coors, News Corp, Prudential Financial e Statoil.

(Eduardo Campos | Valor)
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