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03/11/2009 - 16h25

Taxas de juros fecham em queda na BM & F por dados fracos da indústria

SÃO PAULO - Os contratos de Depósitos Interbancários (DI) enxugaram os prêmios de risco acumulados na sessão passada e começaram o mês de novembro com queda das taxas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F). O resultado fraco da produção industrial de setembro justificou o movimento, devolvendo ao mercado mais confiança na manutenção do juro básico no curto e médio prazo.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, apontava recuo de 0,09 ponto percentual, a 10,25%. Já o vencimento para janeiro de 2012 declinou 0,08 ponto, a 11,56%. E janeiro de 2013 projetava 12,28%, baixa de 0,03 ponto.

Entre os vencimentos curtos, janeiro de 2010 fechou em baixa de 0,01, com 8,64%. Julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, caiu 0,09 ponto, a 9,09%. Novembro de 2009 não foi negociado, mas dezembro cedeu 0,01 ponto, a 8,63%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 433.975 contratos, equivalentes a R$ 38,925 bilhões (US$ 22,319 bilhões). O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 235.250 contratos, equivalentes a R$ 21,001 bilhões (US$ 12,041 bilhões).

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que no mês de setembro a atividade industrial brasileira aumentou 0,8% ante agosto. O número frustrou bastante as expectativas de mercado, que oscilavam entre alta de 1,2% a 1,5%, com revisões que chegavam na casa dos 2% na sexta-feira passada.

Isso justificou a correção de toda a curva de juros. Com atividade mais controlada, a leitura dos agentes é de que fica mais remota a possibilidade de uma antecipação do aperto monetário pelo Banco Central. De qualquer modo, os investidores devem continuar atentos ao longo da semana, quando Federal Reserve, Banco Central Europeu e da Inglaterra definem o que farão com a política monetária.

A expectativas é de que esses países mantenham o juro inalterado, mas o temor de um possível aumento das taxas ganhou corpo após o BC da Austrália elevar o custo do dinheiro no país pelo segundo mês consecutivo.

Nem mesmo a continuidade da aversão a risco no mercado global conseguiu empinar a curva e o segmento de juros operou praticamente isolado em relação aos demais mercados, que oscilaram do campo positivo ao negativo várias vezes ao longo da jornada.

Ainda no campo doméstico, a pesquisa Focus desta semana apontou hoje uma redução das expectativas para a inflação oficial (IPCA) neste ano de 4,29 para 4,27%. Para o próximo ano, os agentes também diminuíram a previsão para o índice, de 4,50% para 4,45%.

Para a Selic o relatório mostrou manutenção das estimativas em 8,75% para este ano. Foi a 19ª semana consecutiva de manutenção. Também ficou inalterada a previsão de 10,50% de juro para 2010 (Bianca Ribeiro | valor)

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