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04/11/2009 - 08h42

Bovespa subiu 1,78% e dólar caiu 0,62% em pregão instável

SÃO PAULO - O mercado doméstico teve uma sessão de forte instabilidade ontem. O movimento foi em grande medida conduzido pelo comportamento externo, já que, em Wall Street, a volatilidade também foi grande. Ainda assim, na segunda etapa dos negócios, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) firmou trajetória de alta e subiu com força, isolando-se em relação a Nova York.

O mesmo foi notado no mercado cambial. A moeda abriu em alta, alternou sentidos, mas fortaleceu a trajetória de queda na parte da tarde. Ao fim da jornada, a moeda cedeu 0,62%, a R$ 1,7430 na compra e R$ 1,7450 na venda. O Ibovespa, por sua vez, subiu 1,78%, aos 62.643 pontos, com giro financeiro de R$ 6,590 bilhões.

Por aqui, os agentes levaram em conta papéis de banco, que se valorizaram após o balanço do Itaú Unibanco, as ações da instituição subiram 5,49% (R$ 10,56) e impulsionaram outros papéis como os do Bradesco, que ganharam 2,14%, e do Banco do Brasil, que fecharam em alta de 3,08% (R$ 29,08).

Os grandes papéis também foram favorecidos pela recuperação dos preços de commodities. Petrobras encerrou com ganho de 1,45% (R$ 35,60) e Vale teve aumento de 3,82% (R$ 40,96). A mineradora avisou que vai emitir papéis no exterior com vencimento em 30 anos, o que animou os investidores.

Lá fora, os agentes dividiram-se entre as notícias ruins vindas do setor bancário europeu, como o prejuízo do UBS e a nova capitalização do Lloyds e do RBS. Mas também reagiram positivamente à notícia de que o fundo de investimentos de Warren Buffett, o Berkshire Hathaway Inc., acertou a compra do Burlington Northern Santa Fe Corp. (BNSF), do setor ferroviário dos EUA, em transação avaliada em US$ 44 bilhões (incluindo dívidas).

Isso justificou um fechamento em direções divergentes. O Dow Jones terminou com queda de 0,18%, aos 9.771 pontos. O Standard & Poor´s 500 encerrou aos 1.045 pontos, com valorização de 0,24%. O Nasdaq também conseguiu fechar no azul, com aumento de 0,40%, para 2.057 pontos.

No segmento cambial, os analistas acreditam que a trajetória da moeda vinha acompanhando pela manhã a tendência externa, onde a moeda americana se apreciou ante outras divisas. Na parte da tarde, no entanto, muitos agentes ponderaram que o fluxo externo deve ter sido positivo, pois a baixa do dólar coincidiu efetivamente com a valorização da bolsa, o que indica retorno de apostas na bolsa brasileira, ainda que não seja possível falar em tendência por conta do conjunto de incertezas que ainda rondam o rumo da economia e dos mercados.

Para o mercado de juros, a influência predominante foi do resultado da produção industrial, que subiu 0,8% e ficou abaixo da alta estimada pelo mercado, de 1,2% a 1,7%. Os agentes avaliam que atividade mais acomodada deve sustentar a manutenção do juro e evitar uma eventual antecipação do aperto monetário por parte do Banco Central (BC).

(Bianca Ribeiro | Valor)

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