UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

04/11/2009 - 13h19

DIs sustentam queda das taxas na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos futuros de juros continuam apontando redução de prêmios nesta jornada, prolongando o movimento que já havia sido observado ontem. Os agentes continuam levando em conta um cenário de recuperação econômica sem pressão inflacionária que exija retomada da alta do juro no país.

Instantes atrás, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2011 apontava recuo de 0,04 ponto percentual, a 10,19%. Janeiro de 2012 declinava 0,02 ponto, a 11,51%. Mas janeiro 2013 tinha queda de 0,02 ponto, a 12,27%.

Na parte curta da curva, o DI com vencimento em janeiro de 2010 operava estável, a 8,64%. Julho de 2010 também marcava baixa de 0,02 ponto, a 9,06%. E novembro de 2009 não era negociado.

De acordo com Jorge Knauer, gerente de tesouraria do Banco Prosper, os contratos operam com redução de taxas mesmo sem noticiário que justifique o movimento. Ele acredita que essa é a tendência dos contratos, tendo em vista a alta importante que o segmento sofreu há cerca de duas semanas. "Os contratos ainda estão com gordura e podem cair ainda mais", diz, lembrando que o mercado leva em conta a possibilidade de o Banco Central (BC) não chegar a mover os juros ao longo de todo o ano de 2010. Nesse caso, o vencimento de janeiro de 2011, por exemplo, teria condições de recuar para níveis inferiores a 10,15% ao ano, pondera o agente.

Ontem, as taxas tombaram em bloco por conta de uma produção industrial mais modesta do que o esperado em setembro. Os analistas esperavam aumento de 1,2% a 1,7% na produção industrial do período, mas o IBGE comunicou uma alta de 0,8%. Tal variação dá uma orientação de crescimento equilibrado, sem riscos inflacionários e, portanto, sem necessidade de ajuste da Selic.

Logo mais, no fim desta tarde, é a vez do Federal Reserve (Fed) anunciar a decisão sobre o juro do país. Os agentes esperam manutenção da taxa em intervalo de 0% a 0,25% ao ano. A ansiedade fica por conta do comentário que acompanha a decisão. Os agentes têm uma sinalização de aperto futuro da taxa, o que certamente alteraria o rumo do capital externo e a trajetória dos mercados locais.

(Bianca Ribeiro | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host