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04/11/2009 - 17h40

Fed vê melhora da economia e reduz compra de dívida de refinanciadoras

SÃO PAULO - O Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, avalia que a atividade econômica do país continuou a se recuperar desde sua última reunião, em 23 de setembro. O comentário foi feito em conjunto com a manutenção dos juros entre zero e 0,25% ao ano.

Ao mesmo tempo em que fez essa avaliação mais otimista do cenário econômico, o Fed decidiu cortar de US$ 200 bilhões para US$ 175 bilhões o orçamento para compra de títulos de dívida emitidos pelas refinanciadoras de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac. Foi mantida, no entanto, a meta de comprar US$ 1,25 trilhão em títulos lastreados em hipotecas garantidas por essas agências.

Segundo o Fed, o novo montante, ainda que menor que o anterior, "é consistente com o ritmo recente das compras e reflete a oferta limitada" desses papéis de dívida.

Na decisão anterior sobre política monetária, em setembro, o Fed havia anunciado uma mudança no ritmo das compras de US$ 1,25 trilhão em títulos lastreados em hipotecas das refinanciadoras e dos então US$ 200 bilhões em dívidas dessas empresas. O prazo para compra de todo o montante foi estendido do fim deste ano para o final do primeiro trimestre de 2010.

No encontro de agosto, o Fomc havia feito mudança semelhante em relação às compras de títulos emitidos pelo Tesouro americano no total de US$ 300 bilhões. O calendário inicial apontava para o fim das compras no início de setembro, mas o prazo foi alongado para o fim do mês passado.

Com essas medidas, o Fed tenta suavizar o impacto do fim dos seus programas de estímulo. Já em relação à ferramenta mais tradicional de política monetária, o Fomc voltou a afastar os fantasmas de uma possível alta nos juros em breve, repetindo a afirmação de que as condições econômicas devem justificar níveis excepcionalmente baixos para a taxa dos federal funds por algum tempo. A diferença é que dessa vez o Fed fez questão de explicitar quais variáveis garantem essa avaliação. São elas: baixas taxas de uso da capacidade instalada, tendência inflacionária controlada e expectativas estáveis para a inflação.

(Fernando Torres | Valor, com agências internacionais)

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