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04/11/2009 - 11h35

GVT elimina barreira para ofertas

SÃO PAULO - A GVT abriu caminho para a disputa entre Vivendi e Telefônica pelo seu controle acionário. Pelo menos é isso o que o mercado está esperando que aconteça. Ontem pela manhã, os acionistas da companhia fizeram sua parte para permitir que isso ocorra e aprovaram numa assembleia rápida a retirada da restrição do estatuto para aquisição de participação superior a 15% do capital, ou seja, a dispensa da pílula de veneno.

As ações da GVT tiveram alta de 1,2% ontem, cotadas a R$ 51,00. O volume transacionado foi de R$ 261,4 milhões - quarto maior do dia, atrás só das " blue chips " Petrobras, Vale e Itaú Unibanco. A cotação em bolsa reflete a aposta de que a Vivendi fará um novo lance, superando a oferta de R$ 48 por ação da Telefônica. A dispensa da pílula de veneno, inclusive, só é válida a partir deste preço. Caso queira permanecer na briga, o grupo francês precisa propor, no mínimo, R$ 50,40, segundo a regra da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A expectativa é de que a briga, caso se concretize, ocorra apenas perto de 19 de novembro, quando está marcado o leilão de compra da Telefônica. Em seu favor, o grupo francês deve usar o tempo para tentar limitar o espaço de contra-ataque da rival espanhola.

Vale lembrar, contudo, que os analistas já julgavam salgada a oferta da Telefônica, que supera a investida inicial da Vivendi, de R$ 42. O presidente da empresa, Amos Genish, não quis falar com a imprensa após a assembleia. (Graziella Valenti e Marli Lima | Valor)

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