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04/11/2009 - 15h39

PIB brasileiro cresceu 6,1% em 2007, mostra IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 6,1% em 2007, no maior avanço para um ano desde os 7,5% de 1986. Os dados foram anunciados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentou o Sistema de Contas Nacionais 2003-2007, com informações sobre o PIB e o desempenho dos setores da economia. O resultado de hoje corrige a alta de 5,7% divulgada anteriormente.

Segundo o IBGE, o PIB em valores correntes foi de R$ 2,661 trilhões, com deflator de 5,9%. Em termos per capita, o PIB do país foi de R$ 14.183,11 em 2007. O crescimento de 6,1% do PIB foi decorrente de um acréscimo de 6,1% dos Serviços, 5,3% da Indústria e 4,8% da Agropecuária.

A alta de 4,8% da Agropecuária em relação a 2006 pode ser explicada, sobretudo, pelo desempenho da lavoura no ano de 2007. Na atividade Agricultura, Silvicultura e Exploração florestal observa-se um acréscimo, em volume, de 6,6 % no Valor Adicionado Bruto (VAB). Já a atividade Pecuária e Pesca cresceu 1%, em volume em 2007.

O crescimento da Indústria é explicado, principalmente, pelo desempenho da atividade Indústria de Transformação cujo aumento, em volume, foi de 5,6% em 2007, contra apenas 1% em 2006. O crescimento do volume do VAB da Indústria de Transformação foi mais generalizado: 28 das 34 atividades que compõem a indústria de transformação apresentaram elevação em 2007, contra 22 atividades em 2006.

As atividades industriais que mais se destacaram foram: Defensivos Agrícolas (23,1%), Outros Equipamentos de Transporte (19,0%), Máquinas e Equipamentos inclusive Manutenção e Reparos (17,5%) e Máquinas para Escritório e Equipamentos para Informática (14,3%).

Nos Serviços, a intermediação financeira, seguros e previdência complementar e serviços relacionados avançou 15,1%, enquanto os serviços de manutenção e reparação que apresentaram um crescimento em volume de 8,9%.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias subiu 6,3%, que foi impulsionado pelo avanço de 5,4% da massa salarial real e pelo crescimento de 18,8% do saldo das operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para a pessoa física.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) subiu 13,9% em 2007, sendo positivamente afetada por uma redução média de 6% no custo de importação de bens capital. O aumento em volume de 13,9%, frente ao acréscimo de 4,7% no preço levou a uma alta de 19,2% em valor corrente. Com isso, a taxa de investimento (FBCF/PIB) subiu de 16,4% em 2006 para 17,4% em 2007.

Em 2007, o resultado do Saldo Externo Corrente ficou deficitário, após quatro anos seguidos de superávit. O saldo negativo de R$ 6,592 bilhões ocorreu principalmente, devido à diminuição do saldo externo de bens e serviços. Apesar de as exportações terem superado as importações em R$ 40,390 bilhões, esse resultado é 41,3% menor que os R$ 68,778 bilhões de 2006.

"Parte desse resultado é explicado pela valorização cambial de 10,5% entre 2006 e 2007 e o dinamismo da atividade econômica doméstica", diz o IBGE.

(Valor)

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