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04/11/2009 - 16h31

Taxas dos DIs reduzem queda no final e fecham quase estáveis na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos futuros de juros voltaram a operar em queda durante boa parte da jornada, reduzindo um pouco o ritmo na reta final dos negócios pra variações próximas da estabilidade na Bolsa de Mercadorias & Futuros. Um conjunto de notícias e fundamentos ampara o recuo das taxas desde ontem, mas os agentes também atuam com cautela diante da decisão do Federal Reserve sobre o juro nos EUA, que será conhecido logo mais.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, apontava baixa de 0,01 ponto percentual, a 10,22%. Já o vencimento para janeiro de 2012 registrou estabilidade, a 11,55%. E janeiro de 2013 projetava 12,25%, com recuo de 0,01 ponto.

Entre os vencimentos curtos, janeiro de 2010 manteve-se em 8,64%. Julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, caiu 0,01 ponto, a 9,07%. Novembro de 2009 não foi negociado.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 507.720 contratos, equivalentes a R$ 46,629 bilhões (US$ 26,512 bilhões). O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 178.480 contratos, equivalentes a R$ 15,947 bilhões (US$ 9,067 bilhões).

Analistas do segmento avaliam que a trajetória das taxas passam por um ajuste e enxuga o excesso derivadas de altas mais recentes. O noticiário dos últimos dias consolida um cenário de atividade com crescimento controlado e inflação em linha, sem riscos adicionais de inflação.

Pedro Paulo Silveira, economista chefe da Gradual Corretora lembra que na agenda o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) veio em linha comas previsões, com aumento de 0,25% em outubro.

Contribui para amenizar as apostas o fato de alguns analistas e economistas estarem revisando suas projeções para alta da Selic para o trimestre final de 2010, alguns inclusive apostando que o BC só se movimentará em 2010.

Hoje os mercados de um modo geral trabalhando em tom positivo, com alta de commodities, e bolsas ao redor do mundo. Amanhã os agentes ficam atentos aos indicadores industriais da CNI referentes ao mês de setembro, que devem consolidar a leitura trazida pelo IBGE, que apontou modesto crescimento de 0,8% para a atividade, ante estimativas de 1,2% a 1,7% no mês.

Seja como for, os investidores aguardam os comentários do Fed sobre sua decisão em relação ao juro nos Estados Unidos. Os agentes esperam manutenção da taxa no intervalo entre 0% e 0,25% ao ano, mas alguns dele temem alguma sinalização de aperto no comunicado que acompanha a definição da taxa.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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