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04/11/2009 - 07h45

Vale capta US$ 1 bilhão com bônus de 30 anos e estica prazo da dívida

RIO - A Vale S.A. captou ontem US$ 1 bilhão em bônus com vencimento em 2039. Os títulos têm cupom de 6,875% e serão vendidos a 98,564% do valor de face. Os bônus foram precificados com yield de 6,99% e spread de 265 pontos-base sobre o título de 30 anos do Tesouro Americano. A área de relações com investidores da Vale, que, pela manhã, baixou um comunicado ao mercado informando sobre sua intenção de fazer a emissão por meio de sua subsidiária integral Vale Overseas Limited, não tinha confirmado a colocação do papéis até o fechamento desta edição. Esta é a terceira colocação de títulos de 30 anos da Vale nesta década.

Os bancos coordenadores do lançamento foram Deustche Bank, HSBC e JP Morgan. A operação recebeu classificação de risco Baa2 pela Moody?s, BBB+ pela Standar & Poor?s e BBB pela Fitch. Segundo a Fitch, a nota sênior da Vale reflete sua posição de liderança em minério de ferro e níquel, bem com sua crescente presença em alumínio. A agência ressalta ainda a sólida posição de liquidez da companhia, que em 30 de setembro de 2009 tinha uma caixa de US$ 13 bilhões e US$ 22,3 bilhões de dívida total ajustada. No curto prazo, a Vale tem uma dívida de US$ 3 bilhões com vencimento entre 1º de outubro de 2009 e 31 de dezembro de 2010.

Segundo a nota oficial, os recursos obtidos na oferta serão usados para propósitos corporativos em geral. Para analistas consultados pelo Valor, a taxa (cupom) obtida na operação foi bastante atrativa. Pedro Galdi, da SLW, avalia que a Vale deve usar o dinheiro para pagar dívida a vencer de curto prazo ou para fazer um " colchão de liquidez " , agora que o mercado está num bom momento, para tocar seus investimentos de 2010 que totalizam US$ 12,9 bilhões. Para os representantes de bancos estrangeiros os propósitos da captação devem passar pela rolagem da dívida ou quitação. A maioria destes profissionais descarta a possibilidade da Vale fazer uma aquisição. Apenas um analista, que não quis ser cotado, arriscou a possibilidade da Vale fazer adquirir a Copebras, uma empresa de fertilizantes fosfatados colocada à venda no Brasil pela AngloAmerican e avaliada entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

Ontem, ações e ADRs da Vale subiram na Bovespa e na bolsa de Nova York. Os ADRs ON tiveram alta de 0,69% terminando o dia cotados a US$ 26,29 e os PNs, 1,38%, fechados a US$ 23,54. As ações ON da companhia na bolsa brasileira tiveram elevação de 3,79, cotadas a R$ 46,50 e a PNA (Vale 5) subiu 3,83%, atingindo R$ 40,96.

(Vera Saavedra Durão | Valor)

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