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04/11/2009 - 15h02

Valor da cesta básica sobe em 13 capitais em outubro, mostra Dieese

SÃO PAULO - O valor da cesta básica avançou em 13 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no mês de outubro. Nas outras quatro cidades houve baixa de preços.

De acordo com o instituto, a alta de produtos que formam a cesta foi generalizada, mas com destaque para a carne bovina - por conta da demanda internacional mais aquecida e da queda na produção argentina -, e para o óleo de soja, que por ser um dos componentes do biodiesel, mostra retração na oferta do produto refinado para o consumo das famílias. Ambos os produtos subiram em todas as capitais pesquisadas.

No intervalo de 12 meses encerrado em outubro, 10 das 17 capitais avaliadas ainda apresentam baixa de preços, com maior relevância em Natal (-7,71)%, Fortaleza (-7,13%) e Aracaju (-6,62).

A cesta básica que mais subiu no mês de outubro foi a de Goiânia, com alta de 9,20% (R$ 197,96), seguida pela de Belo Horizonte, cidade que registrou aumento de 2,37%, para R$ 220,52. Na capital paulista, a cesta ficou 0,06% mais cara, a R$ 230,03.

As cidades em que houve baixa no mês foram Fortaleza (-1,26%), Recife (-1,26%), Manaus (-1,01%) e Vitória (-0,64%). A cesta mais barata no mês continuou sendo a de Aracaju, onde o conjunto de produtos foi cotado a R$ 168,15. A mais cara ainda pertence a Porto Alegre, de R$ 248,29.

Apesar do aumento de preços na maioria das capitais, o indicador registrou certa estabilidade na média do tempo de trabalho necessário para a compra dos itens básicos de alimentação.

No mês passado, na média das 17 capitais, o trabalhador que ganhava salário mínimo precisou cumprir uma jornada de 97 horas e 27 minutos para adquirir os produtos da cesta, acima das 96 horas e 23 minutos necessárias em setembro. Em outubro de 2008, o tempo médio necessário havia sido de 109 horas e 34 minutos.

Tomando por base a cesta mais cara do país, de Porto Alegre, o salário mínimo necessário para despesas básicas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência deveria ser de R$ 2.085,89 em outubro, o que equivale a 4,49 vezes o mínimo vigente, de R$ 465. Em setembro o valor era de R$ 2.065,47 (4,44 vezes o piso) e em outubro do ano passado era de R$ 1,971,55 (4,75% vezes o piso).

(Bianca Ribeiro | Valor)

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