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05/11/2009 - 13h19

Bolsa sustenta alta mais modesta e dólar cai

SÃO PAULO - O mercado doméstico opera em tom positivo no final da primeira etapa dos negócios, mas sem muita convicção. Após a abertura em Wall Street, os índices lá fora também se mostram reticentes no campo positivo, mas com um pouco mais de cautela do que ontem, ainda que os dados desta manhã sobre a a economia tenham sido positivos.

Por aqui, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava há pouco com ganho de 0,57%, aos 64.276 pontos, com giro financeiro de R$ 1,818 bilhão. O dólar comercial registra queda de 0,28%, a R$ 1,721 na compra e R$ 1,723 na venda. O Dow Jones registra agora alta de 1,34%, para 9.933 pontos. O Nasdaq sobe 1,75% para 2.091. O Standard & Poor's registra 1.059 pontos, com ganho de 1,23% Felipe Casotti, economista do setor de renda variável da Máxima Asset Management, avalia que apesar da desaceleração dos pedidos de seguro desemprego nos EUA, os agentes ainda esperam com mais ansiedade os dados oficiais de folha de pagamento no país, que sairão amanhã.

"Até lá acho que é normal o mercado ficar um pouco mais cauteloso, com valorização mais modesta", diz. Para o dólar, a leitura é similar. Se os investidores não ancoram uma tendência para o segmento acionário, o câmbio também fica com a trajetória mais incerta.

Os agentes também ficam mais atentos a eventuais novas medidas que afetem os investimentos externos, de modo a limitar um pouco mais o fluxo de recursos internacionais e favorecer investimentos em papéis nacionais lá fora.

Desde a abertura a divisa americana já subiu e caiu várias vezes em relação ao real. Comportamento similar é observado na relação do dólar com o euro e outras moedas. O Banco Central ainda não anunciou seu leilão de compra no mercado à vista, que deverá ficar para a segunda etapa dos negócios.

Para as taxas de juros negociadas a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o rumo se mostra de baixa, ainda que no começo dos negócios os agentes tenham puxado para cima os juros de vencimentos longos. Neste momento os prêmios diminuem em toda a curva. O vencimento de janeiro de 2011 mostra baixa de 0,04 ponto percentual, para 10,16% ao ano. O contrato para janeiro de 2012 recua 0,03 ponto para 11,55% ao ano.

Ures Folchini, vice-presidente de tesouraria do banco WestLB, avalia que os indicadores industriais da CNI, divulgados pela manhã, reforçaram a percepção de que a recuperação da indústria ocorre sem risco inflacionário, o que afasta ajustes da Selic no curto prazo. "O dado de uso da capacidade instalada saiu abaixo do previsto", diz, citando o índice de 79,8% em setembro, abaixo dos 80,2% do mês anterior, em termos dessazonalizados.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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