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05/11/2009 - 18h39

Bovespa se alinha a Wall Street e avança 1,41% na reta final

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou o dia com alta discreta, mas reagiu com força na reta final para fechar com ganho de mais de 1%. Os agentes do segmento acreditam que o impulso buscou alinhar o movimento com o das bolsas de Nova York, que subiram bastante ao longo de toda a segunda etapa de negócios.

Pela manhã o Ibovespa chegou a operar no vermelho, atingindo a mínima de 63.699, mas reagiu após a abertura de Wall Street. Ainda assim o ganho foi modesto até a hora final de transações, quando então o índice registrou a máxima de 64.829 pontos. No fechamento, o índice apontou alta de 1,41%, aos 64.815 pontos e giro financeiro de R$ 5,464 bilhões, inferior ao registrado ontem, de R$ 6,609 bilhões, quando o índice subiu 2%. No acumulado desta semana a bolsa paulista registra valorização de 5,31%.

Lá fora, os agentes se mostraram satisfeitos com os dados de produtividade e com o recuo dos pedidos de auxílio desemprego na semana passada. Restando menos de uma hora para o encerramento do pregão em Nova York, o Dow Jones subia 1,99%, o Standard & Poor's tinha alta de 1,75% e o Nasdaq avançava 2,23% Segundo o gerente de renda fixa de uma corretora paulista que prefere não se identificar, a puxada do índice foi causada pela forte valorização dos ADRs da Petrobras em Nova York.

Esse impulso acabou carregando também a alta da bolsa local, onde o peso do papel é grande. "O mercado estava sinalizando uma realização de lucros, mas as ações da Petrobras abortaram essa intenção", diz.

Entre as notícias macroeconômicas, a queda de 20 mil solicitações de seguro desemprego nos Estados Unidos durante a última semana, para 512 mil, foi comemorada, assim como o ganho de produtividade no terceiro trimestre. Os números melhoraram a perspectiva de recuperação econômica, especialmente após o Fed sinalizar ontem que continuará amparando esse processo com juros baixos.

Por aqui, os dados industriais da Confederação Nacional das indústrias (CNI) apontaram recuperação da atividade em setembro, mas com nível confortável de uso da capacidade, portanto sem riscos inflacionários no curto prazo.

Para Cesar Lopes, gerente de operações da corretora SLW, os ganhos de hoje estiveram mais associados ao desempenho das bolsas americanas do que a notícias internas positivas.

Entre as empresas, os agentes avaliaram os resultados da Gerdau e da Vivo nesta manhã, que foram considerados positivos e resultaram em alta importante dos papéis. As ações PN da Gerdau subiram 2,03% (R$ 28,05) e Vivo PN liderou os ganhos do dia com aumento de 5,19% (R$ 48,60).

Entre os ativos de maior peso na carteira do Ibovespa, Petrobras PN ganhou 1,96%, para R$ 36,40; Vale PNA subiu 0,76%, a R$ 41,90; Itaú Unibanco PN registrou alta de 0,82%, para R$ 36,70; BM & FBovespa ON ganhou 3%, para R$ 12,36; e as ações PN do Bradesco registraram aumento de 0,62%, a R$ 35,25.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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