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05/11/2009 - 16h16

Contratos de DIs se alinham e taxas fecham em baixa na BM & F após CNI

SÃO PAULO - A avaliação positiva do crescimento doméstico sem risco inflacionário voltou a predominar hoje entre os investidores do segmento de Depósitos Interbancários (DIs) da Bolsa de Mercadorias & Futuros. Os números divulgados pela CNI reforçaram uma capacidade industrial confortável na retomada do crescimento, o que afasta ações de curto prazo para domar a inflação. Antes disso, as taxas mais curtas registravam ligeiro recuo e os contratos de longo prazo chegaram a subir.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, apontava queda de 0,09 ponto percentual, a 10,13%. O vencimento para janeiro de 2012 perdeu 0,07 ponto, a 11,51%. E janeiro de 2013 projetava 12,21%, recuo de 0,05 ponto.

Entre os vencimentos curtos, janeiro de 2010 manteve-se em 8,64% e julho de 2010 recuou 0,05 ponto, a 9,02%.

Até as 16h10, antes do ajuste final de posições, foram negociados 531.190 contratos, equivalentes a R$ 47,029 bilhões (US$ 27,230 bilhões). O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 265.695 contratos, equivalentes a R$ 23,758 bilhões (US$ 13,756 bilhões).

Eduardo Matos, operador da corretora Finabank, acredita que a tendência dos prêmios no momento é de baixa. Além do salto das taxas observado na semana passada - que justificam um ajuste agora - os investidores também atuam com a perspectiva mais firme de que um eventual aperto monetário está mais distante no tempo.

Hoje, os indicadores industriais da CNI sinalizaram recuperação da atividade, mas com nível de uso da capacidade ainda confortável, ou seja, nada que pressione a oferta a ponto de ter impacto nos preços no mercado doméstico.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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