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05/11/2009 - 11h52

DIs de curto prazo recuam e taxas longas avançam na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos futuros de Depósitos Interbancários (DIs) operam em trajetórias divergentes hoje na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F). Os contratos de vencimento menor, que sinalizam as expectativas em relação à política monetária no curto prazo, operam em baixa, baseados em perspectiva de manutenção da Selic.

Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de DI para janeiro de 2011 apontava queda de 0,04 ponto percentual, a 10,18%. Janeiro de 2012 declinava 0,01 ponto, a 11,57%.

Mas janeiro 2013 operava estável, com 12,16% ao ano, assim como janeiro 2014, que indicava variação inalterada de 12,55%. Já o contrato com vencimento em janeiro de 2015 apontava alta de 0,03 ponto, a 12,78% ao ano.

Na parte mais curta da curva, o DI com vencimento em janeiro de 2010 operava estável, a 8,64%. Julho de 2010 recuava 0,03 ponto, a 9,04%. E novembro de 2009 não era negociado.

Segundo Ures Folchini, vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Os agentes levam em conta os dados da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) divulgados nesta manhã, que corrobora a análise de recuperação sem pressão inflacionária por enquanto.

"Os dados de capacidade instalada saiu abaixo do previsto", diz, citando o uso de 79,8% em setembro, abaixo dos 80,2% do mês anterior, em termos dessazonalizados. De acordo com ele, a avaliação do mercado é de que a necessidade de aumento de juros tanto aqui no Brasil como nos países desenvolvidos não é uma necessidade iminente. Em contrapartida, a curva longa dos juros na BM & F embute prêmios maiores tendo em perspectiva que as taxas podem subir no longo prazo, quando a atividade estiver possivelmente mais acelerada.

Ontem, o Federal Reserve (Fed) manteve o juro nos EUA reforçando que o baixo patamar deve se sustentar por um longo período. Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) conservou a principal taxa de juro da região do euro em 1% e o Banco da Inglaterra (BOE, na sigla em inglês) sustentou o custo do dinheiro no país em 0,5%.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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