UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

05/11/2009 - 13h49

Para ampliar atuação no Brasil, Dell busca parceria com setor público

SÃO PAULO - Baseado na projeção de que o Brasil será o quarto maior mercado de tecnologia da informação (TI) do mundo em 2015, o presidente executivo mundial da Dell, Michael Dell, reafirmou hoje seu interesse em ampliar os negócios no país e partir para o setor público. "Brasil é menor do que a China, mas maior do que a Índia e a Rússia. Estamos empolgados com as perspectivas para o país", afirmou o executivo, em São Paulo, em evento de comemoração dos dez anos da empresa no Brasil. Em meio à fase de plena reestruturação de seus negócios, a investida da empresa no país, neste momento, é marcada pela busca por uma maior atuação no setor público, principalmente na área de educação, para a qual a companhia traz um novo modelo de computadores para estudantes. O projeto da Dell começa, desta maneira, com uma parceria com o governo do Estado de São Paulo, por meio da qual a companhia disponibilizou os aparelhos para 26 escolas públicas da cidade de Hortolândia e introduziu nessas escolas o projeto piloto de salas de aula conectadas, onde os alunos usam os computadores para interagir com as aulas. Com isso, a Dell pretende ampliar a conversação com o governo com ele se aliar aos seus projetos para o segmento. "Os netbooks educacionais começam a ser fabricados aqui no Brasil já em dezembro", afirmou o diretor do segmento de Public da Dell, Ricardo Menezes. Segundo dados da companhia, essa divisão gera cerca de US$ 15 bilhões por ano para a empresa. Desde quando perdeu espaço para a HP e a Apple, a Dell se engaja em uma remodelagem de negócios, através da qual tem aberto o leque para a área de softwares, novas categorias de equipamentos e serviços. Nesse sentido, a Dell inaugurou ontem a unidade de serviços, Dell Services, ao concluir, ao mesmo tempo, a maior aquisição de sua história: a compra da provedora de serviços Perot Systems, por um total de US$ 3,9 bilhões. "Não é suficiente ter produtos, é necessário ter serviços também. Fizemos e continuaremos fazendo aquisições para sustentar essa ideia", afirmou Michael Dell. Sobre o segmento de smartphones, que também tem ficado no centro das atenções da empresa, o executivo afirma que "há muita oportunidade para essa área no Brasil" e cita o exemplo da China, onde já tem projetos com a China Mobile. (Vanessa Dezem | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host