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05/11/2009 - 07h35

Seminário do Valor e FT em Londres debate investimento no Brasil

LONDRES - As perspectivas de investimento no Brasil no cenário pós-crise estarão hoje no centro das discussões do seminário " Investing in Brazil " , promovido pelo " Financial Times " e pelo Valor, em Londres. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será a principal presença do evento, que contará com cerca de 200 convidados. Ministros de Estado e altos funcionários do governo, dirigentes de grandes empresas e representantes do mercado financeiro vão apresentar e debater as oportunidades de negócios.

Depois do evento, Lula vai se encontrar com a Rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckinghan. À noite, vai receber um prêmio concedido pelo instituto de relações internacionais Chatham House, por sua atuação dedicada à estabilidade e à integração da América Latina. O seminário ocorre no momento em que os países desenvolvidos começam a vislumbrar uma saída da crise mundial, ao mesmo tempo em que o Brasil aponta para crescimento de 5% no PIB do ano que vem. No primeiro painel, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, discorre sobre o cenário econômico brasileiro, que ultrapassou as turbulências mundiais graças à, entre outros fatores, solidez do sistema financeiro e às reservas internacionais em níveis elevados, além da política de estímulos fiscais e monetários promovida desde o fim do ano passado. Em seguida, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e o presidente da Vale, Roger Agnelli, participarão de mesa que debaterá as oportunidades de investimento no país.

Com a rápida recuperação da economia, o país atrai investidores e analistas estrangeiros, interessados em aplicar e conhecer o país. Nos últimos anos, o Brasil passou a receber a atenção dos líderes mundiais em diferentes áreas ao anunciar enormes reservas de petróleo na camada do pré-sal e ao vencer as indicações para sediar eventos como a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016.

Um dos grandes trunfos brasileiros no pós-crise - o crescente ingresso de recursos externos para investimentos produtivos e aplicações em ações e títulos públicos - será examinado pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Ao seu lado, estarão Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, e Ademir Bendine, presidente do Banco do Brasil (BB) Para combater o travamento do crédito ocorrido no último trimestre de 2008, como consequência do acirramento das condições deterioradas dos países desenvolvidos, o BC liberou o equivalente a R$ 100 bilhões dos depósitos compulsórios. Ao mesmo tempo, o BB cortou as taxas de juros para empréstimos à pessoa física e jurídica, ampliando a capacidade de crédito.

Ao longo desta manhã, os painéis serão permeados com falas de sir Robert Wilson, presidente do BG Group, Gerard Mestrallet, executivo-chefe do GDF Suez Group, e de Emilio Botín, presidente do Santander. Eles apresentarão a visão internacional da retomada brasileira, apontando os segmentos em que o país ganha atratividade para os negócios.

O comércio bilateral é expressivo: 22,6% das exportações brasileiras tiveram como destino o bloco europeu, que abasteceu 23% das importações nacionais. O déficit em transações correntes espelha que a entrada de dólares é superior ao resgate. Segundo previsões do BC, as transações correntes registrarão déficit de 1,2% do PIB neste ano e, para o próximo ano, o mercado já trabalha com taxas superiores a 3% do PIB.

(Valor)

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