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06/11/2009 - 15h45

Bradesco espera salto do crédito com fusões de médias empresas

LONDRES - O Bradesco espera um aumento do crédito para empresas de 20% a 25% ao ano a partir de 2010. De acordo com o vice-presidente do banco, Norberto Barbedo, essa expectativa se justifica pelas perspectivas de crescimento econômico e por um possível "processo intenso de fusões e aquisições" no segmento de médias empresas. "O crescimento e a oferta de produtos de infraestrutura vão comandar a demanda", seja via mercado de capitais ou mercado de crédito, resumiu Barbedo.

O executivo participou hoje, juntamente com a cúpula do banco, do Bradesco Investor Day London 2009. O evento, realizado uma vez por ano, visa aproximar a instituição de acionistas e analistas, além de ser uma oportunidade para atrair novos investimentos.

Os principais executivos traçaram um panorama muito positivo para o crescimento do Brasil e para o fortalecimento do sistema bancário nacional. Assim como integrantes do governo ressaltaram ontem, no seminário "Investing in Brazil", a ampliação da classe média brasileira é um dos alicerces desse panorama otimista.

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi , citou que 20 milhões de pessoas migraram da classe D para a classe C nos últimos anos, constituindo a nova classe média. "A pirâmide demográfica brasileira oferece uma das melhores oportunidades de mobilidade social hoje", completou. O Bradesco trabalha de olho nesse público, potencial consumidor de produtos bancários e de instrumentos de crédito.

A maior demanda por recursos para investimentos produtivos foi outro fator destacado pelo Bradesco. "O investimento privado está se recuperando de forma surpreendente", afirmou o economista-chefe do banco, Octavio de Barros. A previsão dele para 2010 é de um aumento superior a 15% nesses investimentos. "Não só no Bradesco, mas em termos gerais, o crescimento do crédito deve ser mais forte para pessoa jurídica do que para pessoa física." Diante das dúvidas dos presentes quanto à continuidade das atuais políticas econômicas do país, os executivos procuraram tranquilizar os analistas. O presidente do Bradesco afirmou que a estabilidade econômica, a moeda e o controle da inflação são hoje patrimônios nacionais. "Independentemente do próximo governo, o país não permitirá que isso se perca", disse Trabuco.

(Paula Cleto | Valor)

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