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09/11/2009 - 17h40

Em pregão de forte otimismo internacional, dólar cai 1,04%

SÃO PAULO - O dólar comercial voltou a dar um mergulho nesta jornada, ampliando ainda mais a desvalorização ante o real e retomando nível de R$ 1,70. O forte otimismo em todas as praças financeiras, inclusive Brasil, resultou em aumento da expectativas de fluxo e portanto de desvalorização da divisa, que caiu também perante outras moedas internacionais como euro e libras.

No final da jornada, a moeda caiu 1,04%, cotada a R$ 1,699 na compra e R$ 1,701 na venda. Na mínima do dia, entretanto, a moeda foi cotada a R$ 1,699 e os agentes acreditam que amanhã esse piso de R$ 1,70 pode ser rompido. Desde 3 de setembro do ano passado o dólar não fecha abaixo desse valor. O volume financeiro atingiu cerca de US$ 1,5 bilhão.

Na " roda " de dólar pronto, a moeda encerrou a R$ 1,70, queda de 1,09%, com movimento de US$ 85,5 milhões. Luiz Fernando Moreira, operador da Dascam corretora de câmbio, acredita que a queda de hoje foi justificada pelo aumento do otimismo internacional.

No fim de semana os representantes econômicos dos países do G-20 concordaram em manter pelo tempo necessário os estímulos econômicos até que a recuperação das economias se consolide. Essa sinalização foi suficiente para altas significativas na Europa também em Wall Street, o que levou a bolsa paulista a valorização de mais de 2% nesta tarde.

Segundo Moreira, o mercado acredita que intervalos entre R$ 1,65 e R$ 1,70 podem despertar no governo a necessidade de medidas adicionais ou mais taxação sobre capital externo no mercado financeiro. Após o IOF de 2% e os leilões de compra continuados do BC não se mostraram eficientes para limitar o tombo da divisa. Hoje, a autoridade monetária atuou na reta final dos negócios e comprou moeda americana a R$ 1,7012.

Além do fator G-20, o entusiasmo dos investidores internacionais também avançou por conta da elevação por parte da agência Moody ? s da perspectiva para a nota de risco da China de " estável " para " positiva " . Sendo o motor atual da economia global em crise, os agentes olham com mais confiança para países emergentes, especialmente para o Brasil, que tem remuneração atraente de investimentos e expansão econômica de relevo projetada para 2010.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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