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09/11/2009 - 13h06

Mercado mostra bom humor e Bovespa sobe mais de 2%; dólar cai 0,87%

SÃO PAULO - O mercado doméstico registra hoje mais um dia positivo. Sem noticiário de relevo, os agentes se orientam pela valorização de commodities e pelos ganhos em Wall Street também. A confiança de que os estímulos econômicos em países desenvolvidos serão mantidos ajudam a sustentar as apostas dos investidores na ponta de compra do mercado acionário.

No segmento cambial, as influências são as mesmas e persiste a perspectiva de continuidade de fluxo. além disso, a moeda americana continua perdendo valor frente a outras divisas, como euro e libra. No Brasil, a moeda opera perto do piso psicológico de R$ 1,70 e a tendência de queda se mostra firme.

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) registrava às 13h alta de 2,04%, aos 65.781 pontos, com giro financeiro de R$ 1,750 bilhão. Na máxima até agora, o índice apontou 65.786 pontos.

O dólar comercial registra baixa desde abertura e é cotado a R$ 1,703 para a compra e R$ 1,705 para a venda, com recuo de 0,87%. A divisa chegou a tocar a mínima de R$ 1,703 pela manhã.

"Notícias negativas não estão colando no mercado. Os dados de emprego nos EUA, por exemplo, que chegaram a preocupar na sexta-feira, agora são vistos como justificativa para manutenção do juro baixo no por lá", diz um gestor de renda variável de uma corretora paulista.

Em Wall Street, o Dow Jones aponta baixa de alta de 0,88% para 10.112 pontos, e o Standard & Poor´s avança 1%, para 1.079 pontos. No Ibovespa, entre os papéis de mais peso para o índice, as ações PNA da Vale apontam alta de 1,99% (R$ 42,44) e Petrobras PN sobe 2,08% (R$ 36,80).

Voltando ao segmento cambial, João Medeiros, diretor de câmbio da Pionner destaca as previsões de investimento direto estrangeiro continuam avançando em relação a 2010. Além disso, o desempenho da balança comercial sinaliza que pode passar dos US$ 25 bilhões, acima das previsões de US$ 23 bilhões de saldo estimado pelo governo.

"O mercado continua testando o governo e pode levar a moeda abaixo de R$ 1,70", diz, destacando que o mercado ainda avalia que governo pode aplicar outras medidas para conter essa desvalorização.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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