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10/11/2009 - 12h22

Brasil não quer exagero em investimentos estrangeiros, diz Mantega

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a reforçar hoje que o Brasil está interessado em aporte de investimentos produtivos e financeiros vindos do exterior, mas " sem exageros " . Segundo ele, a taxação de IOF sobre capital estrangeiro em bolsa e renda fixa é um modo de garantir que o mercado doméstico não oferece riscos futuros de bolhas financeiras, nem depreciações ainda maiores do dólar.

" O que não queremos é que haja exagero de aplicações. Garantimos que não haverá bolhas na bolsa e nem excesso de valorização da moeda brasileira " , afirmou nesta manhã a uma plateia de empresários de uma missão italiana que está na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta manhã.

Em seu discurso, Mantega comentou a esse grupo que a sobrevalorização do real em relação ao euro, calculada por ele em 23%, é vantajosa para os italianos. " O real se valorizou mais que o euro, o que elimina prejuízos com tarifas de importação, que não são elevadas " , afirmou. O ministro destacou que tais tarifas acabam sendo neutralizadas pela valorização do real, que reduz custo dos produtos vindos da Itália, país com o qual o Brasil passou a ter déficit comercial a partir deste ano.

O ministro lembrou que a bolsa brasileira já mostra alta de 187% depois da crise internacional, em outubro do ano passado, e que a economia nacional não só tem grandes atrativos pela perspectivas de crescimento de 5% ao ano daqui para frente, mas também pelos vários projetos em andamento.

Ele mencionou projetos na área elétrica e em logística, como o trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo ele, o projeto calculado em US$ 20 bilhões entrará em concorrência internacional nos próximos meses. " Os senhores poderão concorrer a esse projeto. " Mantega citou ainda grandes oportunidades no setor habitacional e os investimentos da Petrobras no desenvolvimento das reservas pré-sal, estimados em US$ 200 bilhões até 2013. " O Brasil é talvez hoje um dos países que mais contratam plataformas e navios de grande porte " , destacou.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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