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10/11/2009 - 17h41

MPX fecha trimestre com prejuízo de R$ 91,3 milhões

RIO - A MPX, braço de energia do Grupo EBX, fechou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 91,3 milhões. A receita financeira líquida da companhia ficou negativa em R$ 81,7 milhões, enquanto as despesas operacionais foram de R$ 57,5 milhões.

"A companhia ressalta que o resultado negativo apurado representa apenas uma métrica contábil, impactada principalmente pelo método de contabilização dos hedges não-especulativos contratados. Deve-se ressaltar que como contrapartida da perda contábil há uma redução das despesas de capex futuras e/ou do valor em reais da dívida em dólar", diz a MPX em seu balanço.

A receita operacional líquida da companhia foi de R$ 12,4 milhões, dos quais R$ 8,8 milhões foram referentes ao suprimento de energia pela térmica de Serra do Navio, que entrou em operação em novembro do ano passado e tem participação de 51% da MPX, enquanto a Eletronorte tem os outros 49%. Outros R$ 3,6 milhões foram referentes às operações de compra e venda de energia realizadas pela MPX Comercializadora.

O resultado financeiro consolidado líquido da companhia, negativo em R$ 81,7 milhões, foi decorrência, principalmente, dos resultados contábeis das posições de hedge nas empresas controladas e provenientes da metodologia de contabilização da variação cambial sobre o valor dos investimentos no Chile e na Colômbia. No trimestre, o caixa consolidado apresentou rendimento de R$ 37,1 milhões.

A MPX chamou a atenção para a liberação de US$ 260 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para financiamento de longo prazo da termelétrica de Porto do Pecém 1, na qual a empresa tem participação de 50% em sociedade com a EDP. A expectativa é de que a unidade entre em operação em 2011. A MPX recebeu, em outubro, outros R$ 700 milhões para Porto do Pecém 1, parte do financiamento de longo prazo concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A MPX também trabalha nas obras da térmica de Porto do Pecém 2, empreendimento com 100% do capital nas mãos da companhia e que deverá entrar em operação em 2012, com potência instalada de 360 MW. Já a termelétrica de Porto de Itaqui, com a mesma potência de Pecém 2, tem inauguração prevista para outubro de 2011.

(Rafael Rosas | Valor)

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