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10/11/2009 - 16h28

Nossa Caixa quer segurar clientes com vantagens após compra pelo BB

SÃO PAULO - Em pleno processo de incorporação pelo Banco do Brasil, a Nossa Caixa se prepara para se tornar uma unidade da instituição federal no fim do mês e aplicar sua estratégia de segurar os clientes por meio da geração de sinergias e da manutenção de suas características originais. No dia 30 deste mês, o banco paulista será oficialmente incorporado pelo Banco do Brasil. A data marcará o fim do processo de incorporação societária, no qual serão trocadas por ações do BB as últimas ações da Nossa Caixa que sobraram nas mãos dos acionistas: 0,7% do capital da instituição original, depois da compra de cerca de 71% pelo BB e da oferta pública de 28% das ações dos minoritários. Deste modo, a Nossa Caixa passará a ser uma unidade de negócios do Banco do Brasil. "A partir disso, um dos nossos principais objetivos é realizar o processo de integração das instituições trazendo benefícios aos clientes. Não queremos perdê-los", afirmou ao Valor Demian Fiocca, presidente da Nossa Caixa. Desde quando a Nossa Caixa foi adquirida, a estratégia do banco foi ampliada para pessoa jurídica - área em que não tinha tradição -, a automatização das operações do banco sofreu uma remodelação e o portfólio de produtos cresceu. Diante dessas vantagens, Fiocca destaca que os clientes deverão de beneficiar principalmente do aumento da oferta de tipos de investimentos, como novos fundos, além da maior agilidade na concessão do crédito por parte do banco. "Para micro e pequenas empresas, por exemplo, o sistema automático de limite de crédito do BB melhorou o procedimento de liberação de crédito na Nossa Caixa", explicou o executivo. Antes da compra pelo banco federal, a Nossa Caixa oferecia 12 tipos de fundos de investimentos, aos quais foram agregados cerca de 30, com a distribuidora de fundos BB DTVM. Somente no terceiro trimestre, as operações de crédito do banco paulista somaram R$ 19,3 bilhões, um avanço de 13,2% ante os três meses anteriores e de 68% frente ao registrado no mesmo trimestre do ano passado. A continuidade da marca Nossa Caixa faz parte da estratégia do negócio. Para que os clientes não sintam a diferença com a incorporação, o banco vai investir na manutenção da imagem da instituição. "Estamos fazendo, inclusive, uma pesquisa qualitativa e quantitativa para classificar quais são os atributos que os clientes mais valorizam no banco, pois queremos que essas qualidades não sejam perdidas com a incorporação", disse Fiocca. "A Nossa Caixa não vai sumir", ressaltou. Segundo o executivo, atualmente a integração está na fase de alinhamento de produtos e taxas. "O processo não está sendo muito custoso. Até as partes de contabilidade e tecnologia da informação (TI) conseguimos fazer sem altos custos", destacou o executivo, sem no entanto, fazer projeções sobre a conclusão da integração entre os dois bancos. Demian Fiocca deve permanecer na presidência da Nossa Caixa por pouco tempo. Seu nome está sendo cogitado para o comando da BB DTVM, administradora de recursos no Banco do Brasil. As expectativas com relação a sua saída aumentaram depois que João Ayres Rabello Filho, que liderava o banco de investimentos, anunciou que iria para outra instituição, há cerca de duas semanas. "Quando o João decidiu sair, o BB não estava preparado. Então começa-se a cogitar nomes com maior senioridade para o cargo, mas eu tenho que me manter focado na Nossa Caixa", se esquivou Fiocca. (Vanessa Dezem | Valor )

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