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11/11/2009 - 11h16

Indicadores da China e expectativa por G-20 norteiam Bovespa no pregão

SÃO PAULO - A divulgação de uma série de indicadores de atividade e inflação da China e o início da reunião dos países do G-20 estão no foco do mercado nesta quinta-feira, em um dia ainda marcado pelo grande número de balanços de empresas brasileiras.

Nesta manhã, os índices futuros americanos e as bolsas europeias operavam no campo negativo. Esta cautela também está presente no mercado brasileiro, com o Ibovespa futuro apresentando, há pouco, baixa de 0,55%, aos 71.850 pontos.

Ontem, o Ibovespa teve desvalorização de 0,06%, aos 71.638 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 7,309 bilhões.

Neste pregão, no front chinês, os dados de atividade vieram um pouco abaixo do previsto. A produção industrial do país cresceu 13,1% em outubro, perante um ano antes, após alta de 13,3% em setembro. Na mesma base de comparação, as vendas no varejo subiram 18,6% no mês passado, para 1,43 trilhão de yuans (US$ 215,78 bilhões).

Já os investimentos em ativos urbanos fixos na China cresceram 24,4% nos dez primeiros meses deste ano em comparação ao mesmo intervalo de 2009, somando 18,76 trilhões de yuans (US$ 2,83 trilhões).

No campo inflacionário, o índice de preços ao consumidor na China aumentou 4,4% em outubro ante igual período de 2009, superando as estimativas de analistas. Em setembro, a leitura fora de 3,6%. Ontem, o banco central da China anunciou um aumento de 0,5 ponto percentual na alíquota do depósito compulsório bancário, a partir de 16 de novembro. Durante a madrugada, a agência de classificação de risco Moody's ainda elevou a classificação da dívida soberana chinesa. A nota passou de A1 para Aa3, com perspectiva positiva. A classificação foi colocada em revisão em 8 de outubro.

E ainda nesta jornada, os investidores estão de olho no encontro do G-20, realizado em Seul. A chamada "guerra cambial" está em pauta e os agentes discutem a política americana que levou a uma queda global do dólar. De toda forma, os países não estão esperando uma solução conjunta para o problema e é cada vez maior o número de medidas de restrição e controle de capitais, principalmente entre as economias emergentes. Matéria do Valor mostrou hoje que o impasse persistia e a tensão subia ontem entre os EUA, a China, o Brasil e os seus respectivos aliados sobre como tratar de intervenções no câmbio, questão central da guerra de moedas, jogando dúvidas sobre progressos na cúpula que começa hoje.

Nos Estados Unidos, hoje se celebra o Dia dos Veteranos, mas as bolsas de valores funcionam normalmente.

Na agenda corporativa nacional, os agentes aguardam os números da Petrobras, que serão apresentados após o encerramento do pregão. A temporada de balanços ganhou força entre a noite de ontem e esta quinta-feira, diante de uma série de resultados divulgados por empresas como Light, OGX Petróleo, Ultrapar, Cosan, Pão de Açúcar, MRV, Braskem, CPFL Energia, Telesp e Fibria.

(Beatriz Cutait | Valor)
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