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11/11/2009 - 08h53

Bovespa defendeu alta de 0,13% e dólar avançou 0,94% em dia de ajustes

SÃO PAULO - A jornada de terça-feira foi de correção de preços para os ativos de um modo geral. Wall Street operou sem tendência firme a jornada inteira, o que justificou volatilidade também para a bolsa paulista, que acabou fechando com ligeira valorização.

O dólar, por sua vez, apreciou ante o real, assim como frente a outras divisas. Analistas afirmam que a moeda encontra resistência em apostas abaixo de R$ 1,70, o que contribuiu para a forte recuperação da cotação. O Ibovespa encerrou a jornada com aumento de 0,13%, aos 66.303 pontos e giro financeiro de US$ 6,606 bilhões. Entre a máxima e a mínima do dia, o índice passou de 65.705 pontos a 66.708 pontos.

O dólar comercial subiu 0,94%, a R$ 1,715 na compra e R$ R$ 1,717 na venda, com cotação máxima de R$ 1,72 ao longo do dia. Na " roda " de dólar pronto, a divisa avançou 0,93%, para R$ 1,716, com giro financeiro de US$ 202,5 milhões.

Os agentes consideraram saudável um ajuste após o rali do dia anterior. Marcou a sessão de ontem a desvalorização de preços de metais e petróleo, que haviam subido muito. A recuperação de preço do dólar em relação a outras moedas também desestimulou a demanda dos investidores por contratos futuros cotados em dólar.

Nicholas Barbarisi, diretor de operações da Hera Investment, destaca que a Bolsa perdeu um pouco de força ao se aproximar da pontuação máxima do ano, de 67.290 pontos, registrada em 19 de outubro. " Nesse ponto, os agentes levantam questionamentos sobre a robustez real dos ativos e o mercado fica indefinido " , disse.

Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN conseguiu fechar com alta de 0,88%, para R$ 37,41; Vale PNA, por sua vez, recuou 0,81%, a R$ 42,65. Itaú Unibanco PN ganhou 1,28%, para R$ 37,83; BM & FBovespa ON diminuiu 2,04%, a R$ 12,46; e Bradesco PN se valorizou 0,56%, a R$ 35,70.

O dólar comercial passou por um ajuste de alta. Flávio Serrano, economista-sênior do BES, destaca que o dólar voltou a se fortalecer em relação ao euro, após indicadores de confiança na zona do euro e na Alemanha apontarem cenário pior do que o esperado.

Em um dia sem indicadores relevantes como referência, os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) de longo prazo tiveram mais uma sessão de trajetórias diversas e mínimas variações.

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, apontou estabilidade, a 10,16%. Já o vencimento para janeiro de 2012 cedeu 0,01 ponto, a 11,50%. E janeiro de 2013 projetava 12,20%, também estável.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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