UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

11/11/2009 - 14h55

Ministro confia em estoque de crédito de 50% do PIB ao fim de 2010

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje não ver problemas para que o volume de crédito global atinja 50% do Produto Interno Bruto (PIB), ao fim do governo Lula, em 2010. O ministro lembrou que ao fim do governo anterior, em 2002, o crédito bancário total equivalia a 22% do PIB. Dados recentes do Banco Central apontam que já subiu a 47% do PIB e, dessa forma, ele não vê " dificuldade nenhuma " para se atingir a meta de 50% do PIB ao fim de 2010, conforme está previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O ministro disse que a crise agravada ao fim de 2008 " deixou mais difícil de atingir " uma taxa geral de investimentos a 21% do PIB em 2010, outra meta citada no lançamento do PAC. Mas reafirmou que, do lado dos investimentos públicos, " o PAC continua sem nenhuma restrição. " Mas Bernardo disse ter dúvidas se o governo conseguirá " fazer todo o abatimento " dos recursos do PAC, da meta de superávit primário. Ele lembrou que apenas os desembolsos podem ser abatidos, ficando de fora as obras que somente forem contratadas, ou seja, com cronograma de desembolsos a partir do ano que vem.

O ministro disse ainda que espera que o Congresso aprove logo o projeto de lei orçamentária 2010. Para facilitar a aprovação, o governo aceitou a inclusão de R$ 3,9 bilhões em ressarcimento a Estados exportadores das desonerações previstas na Lei Kandir.

" Nós cedemos com esse objetivo. Se não colocássemos esses recursos, não conseguiríamos aprovar o Orçamento " , comentou Bernardo, que se esquivou de avaliar a continuidade de ressarcimento da União às desonerações da tributação estadual (ICMS) a exportações. " Não posso falar nada sobre 2011 ou daí em diante " , concluiu o ministro do Planejamento.

(Azelma Rodrigues | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host