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11/11/2009 - 11h55

Ofertas de ações devem somar quase R$ 50 bi neste ano, diz diretor

SÃO PAULO - O diretor financeiro e de Relações com Investidores da BM&FBovespa, Carlos Kawall, disse hoje que as ofertas públicas de ações no Brasil neste ano deverão chegar perto de R$ 50 bilhões até o final de dezembro. Até o momento, o movimento já soma aproximadamente R$ 41 bilhões, o que inclui o montante de R$ 13,18 bilhões captado pelo Santander Brasil na maior oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da história do mercado de capitais brasileiro. No entanto, a bolsa prevê mais R$ 8 bilhões até o final do próximo mês.

No balanço em que reportou lucro de R$ 245,766 milhões no terceiro trimestre (uma alta de 4,3% sobre o mesmo período de 2008), a BM & FBovespa informou que oito empresas têm ofertas em processo de análise, sendo cinco IPOs.

Durante teleconferência com jornalistas, Kawall afirmou nesta quarta-feira que prefere não fazer qualquer tipo de especulação sobre a possibilidade de o governo retirar a taxação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aos investidores estrangeiros nas operações de IPO, mas disse que a bolsa está otimista em relação ao diálogo com o Planalto sobre as alternativas à cobrança do tributo. " Defendemos que o mercado de capitais é a solução para vários problemas, incluindo o fator cambial " , disse o executivo, ressaltando que as ofertas de títulos de renda fixa ou variável podem suavizar a dependência brasileira do capital externo.

Kawall disse ainda que o movimento na bolsa em 2009 superou as expectativas da empresa e que a cobrança do IOF nas aplicações de estrangeiros não reduziu o volume negociado de forma brutal, como previam algumas análises. " A Bolsa seguirá firme, apesar desse efeito (do IOF) " , disse.

Parcerias Segundo Kawall, a BM&FBovespa deverá fechar no curto prazo acordos de parceria com bolsas do Chile e da Colômbia. A ideia, disse, é reforçar a força de venda no exterior e trazer mais investidores para o Brasil. Neste sentido, a BM&FBovespa abriu na última semana um escritório em Londres.

De acordo com o diretor financeiro, a realização de parcerias na Ásia ainda não é estudada, mas representa um movimento natural, dado o gigantismo do mercado asiático. Vale lembrar ainda que atualmente a BM&FBovespa negocia uma parceria estratégica, comercial e tecnológica com a norte-americana Nasdaq.

(Eduardo Laguna | Valor)

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