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11/11/2009 - 14h18

Fibria considera recorrer ao mercado para emissão de dívida

SÃO PAULO - A Fibria, maior produtora mundial de celulose, considera recorrer, no curto prazo, à emissão de dívida, seja para refinanciamento ou para reforçar seu caixa. A atual postura da companhia é de avaliar o mercado, e, caso sejam identificadas vantagens, a companhia pode usar o recurso. "Havendo uma janela interessante e com condições favoráveis, pode ser que a gente venha a emitir", disse o diretor financeiro da companhia, João Elek. O executivo descartou, no entanto, emissão de equity, que segundo ele, não está no radar da empresa no curto prazo.

Apesar disso, Elek destacou que a atual geração de caixa da Fibria tem "total capacidade" para comportar sua dívida. Ao fim de setembro, a dívida líquida da companhia era estimada em R$ 10,1 bilhões, o que corresponde a uma queda de 21% sobre o mesmo período do ano passado. O prazo médio para pagamento foi alongado para 75 meses, ante 52 meses previstos em setembro de 2009.

A redução do endividamento, segundo o executivo, é fruto da elevada geração de caixa nos últimos doze meses, que contribuiu também para redução da alavancagem. O índice de solvência, medido pela divisão entre a divida líquida e o lajida dos últimos 12 meses, alcançou o patamar de 3,9 vezes no terceiro trimestre, ante 7,2 vezes no mesmo período do ano passado.

Atualmente a companhia está definindo seu plano de investimentos para o ano que vem. A projeção, segundo Elek, é de que o montante seja maior do que o capex de R$ 1,2 bilhão deste ano.

Dividendos A Fibria - resultado da união de VCP e Aracruz, após perdas da segunda com derivativos durante a crise financeira internacional -, não paga dividendos aos acionistas desde que foi criada, em 2009. Mas uma assembleia prevista para o ano que vem pode mudar essa política. Segundo o diretor financeiro da companhia, nessa reunião, que acontecerá até 30 de abril, será definida a destinação dos resultados do ano: ou pagamento de dividendos, ou a continuidade da retenção para rendimentos. "Em 2010, nossa margem está alta, com boa produtividade, crescimento da planta industrial, então o assunto vem à tona", comentou.

(Ana Luísa Westphalen | Valor)
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