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12/11/2009 - 13h39

BB espera superar metas de crescimento de crédito neste ano

SÃO PAULO - O presidente do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, afirmou hoje que a instituição financeira deverá superar as metas de expansão de crédito neste ano, que incluem um crescimento de 13% a 17% na carteira de empréstimos totais. No entanto, o executivo afirmou que os principais guidances (projeções) só serão oficialmente revisados quando o banco tiver uma visão mais clara da direção do mercado.

Diferentemente do início do ano, quando a crise financeira trazia dúvidas sobre a liquidez no sistema financeiro, a dúvida do BB agora é sobre quanto mais o saldo de crédito irá subir além das expectativas. " Quando tivermos um desenho mais claro do comportamento do mercado, vamos revisar os guidances " , disse Bendine, que preferiu não traçar projeções para 2010, limitando-se a dizer que o banco seguirá com sua estratégia agressiva de concessões de empréstimos no próximo ano.

As projeções do BB para 2009 consideram um crescimento de 23% a 25% no crédito para consumidores (pessoa física) e uma expansão de 16% a 19% na carteira para empresas (pessoa jurídica). Vale lembrar que esses números não incluem as aquisições do banco paulista Nossa Caixa e de 49,99% do capital votante do Banco Votorantim. Em setembro, incluindo essas aquisições, a carteira de crédito do banco público - incluindo prestação de garantias e carteira externa - somou R$ 301,4 bilhões, uma alta de 41,1% em 12 meses. Durante entrevista coletiva nesta quinta-feira, os executivos do BB afirmaram que o pico de inadimplência já ficou para trás, após o banco fechar setembro com um índice de atrasos superiores a 90 dias de 3,6%, acima dos 3,3% de junho. Não obstante, o banco explica que o destravamento de negociações de dívidas em atraso dos clientes do setor rural pesou no nível de calote reportado.

Os números de inadimplência dos consumidores e empresas mostram melhor a tendência de recuperação nesse quesito. A participação do calote na carteira de pessoa física recuou de 5,7% para 5,2%, enquanto na de empresas caiu de 3,2% para 3,1%, na comparação do resultado de setembro com o de junho. " A inadimplência já apresenta tendência de queda e é isto que esperamos " , afirmou Bendine.

Segundo o banco, as captações por meio das emissões de bônus perpétuos, que somaram US$ 1,5 bilhão, e de dívida subordinada, de R$ 1 bilhão, permitirão uma melhora dos índices de capitalização. A expectativa é de que o índice de Basileia - que mede a relação do patrimônio do banco com seus ativos - suba de 13% para 13,9%, a partir da autorização do Banco Central para utilização desses recursos na conta de capital. Os planos de expansão do banco ainda preveem R$ 1,6 bilhão em operações de crédito imobiliário neste ano - em setembro, o saldo era de R$ 1,3 bilhão. A meta do banco é elevar o montante para R$ 3 bilhões em 2010 e estar entre os três maiores financiadores de crédito para imóveis do país até 2013, elevando a carteira no segmento para cerca de R$ 5 bilhões.

(Eduardo Laguna | Valor)

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