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12/11/2009 - 08h29

Bovespa subiu 0,19% e dólar avançou 0,29% em mais um dia instável

SÃO PAULO - Em mais uma jornada de volatilidade, o mercado financeiro doméstico passou por grandes momentos de otimismo com dados fortes da China, mas diminuiu o otimismo ao longo do dia, marcado por menor participação de estrangeiros por conta de feriado nos Estados Unidos.

O mercado acionário brasileiro reduziu bastante o fôlego comprador do início dos negócios, mas ainda conseguiu fechar com ganho de 0,19%, aos 66.431 pontos. O índice chegou a subir para 67.170 pontos pela manhã.

No segmento cambial, o dólar comercial inverteu o rumo de queda do início dos negócios e fechou com aumento de 0,29%, a R$ 1,720 para a compra e R$ 1,722 na venda. Entre a mínima e a máxima registradas, a moeda variou de R$ 1,70 a R$ 1,726.

Lá fora, o mercado acionário em Nova York também reduziu ganhos de abertura. O Dow Jones subiu 0,43%, aos 10.291 pontos. O Standard & Poor´s 500 avançou 0,50%, para 1.908 pontos. O Nasdaq encerrou aos 2.166 pontos, com valorização de 0,74%.

O pregão começou muito positivo, sob influência da atividade industrial chinesa, que subiu 16,1% em outubro. Ao mesmo tempo, os investidores deram pouca atenção ao fenômeno do apagão da noite de ontem.

Segundo Rosângela Ribeiro, analista do setor elétrico na corretora SLW, as ações desse segmento se comportaram melhor do que o previsto, apenas atuando com volatilidade. "O efeito acabou levando os investidores a olhar com mais atenção algumas oportunidades, pois muitos papéis estavam depreciados", diz. As ações da ON da Eletrobrás caíram apenas 0,28% (R$ 27,80) Já as ações PNB nível 1 ganharam 0,04% (R$ 24,70) e as do nível 2 avançaram 0,86% (R$ 35,95). Transmissão Paulista PN fechou com recuo de 0,39% (R$ 50,50). Cemig PN aumentou 1,26% (R$ 28,87); Cesp PNB subiu 2,76% (22,71) e CPFL Energia registrou alta de 0,89% (R$ 32,69).

No segmento cambial, os agentes avaliam que a virada de rumo veio de fora, onde o comportamento foi afetado por redução de fluxo pelo feriado do Dia do Veterano nos EUA. Segundo a economista-chefe da corretora Link, Marianna Costa, a referência mais forte para a moeda no câmbio doméstico ainda é externo.

Mesmo assim, ela acredita que pode haver um ponto de resistência quando a moeda atinge R$ 1,70 por aqui. As apostas em taxas menores se perdem e tem início um processo de correção. Curiosamente ocorre o mesmo quando a paridade com o euro alcança US$ 1,50. "Parece haver um risco maior de ficar vendido", diz Marianna sobre o câmbio doméstico, fazendo referência sobre eventuais medidas adicionais do governo para conter a desvalorização do dólar.

Para os contratos de Depósitos Interbancários (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a trajetória foi incerta, com variações modestas. A abertura, no entanto, havia sido de alta importante, os agentes embutiram nos prêmios forte atividade da China, além das incertezas geradas pelo apagão.

Ao final da jornada, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010, o mais líquido do dia, apontou estabilidade em 8,64% ao ano. Já o vencimento para janeiro de 2011 ganhou 0,02 ponto, a 10,16%. E janeiro de 2012 projetava 11,51%, com valorização de 0,01 ponto percentual.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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