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12/11/2009 - 16h30

DIs fecham com forte valorização na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos de juros negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) encerraram o pregão desta quinta-feira com forte valorização, acompanhando o um dia de ajuste negativo no mercado acionário e de cautela no segmento cambial. Lá fora também os investidores estão aproveitando o dia para embolsar ganhos de curto prazo Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, apontava alta de 0,07 ponto percentual, a 10,24%. Já o vencimento para janeiro de 2012 ganhou 0,09 ponto, a 11,61%. E janeiro de 2013 projetava 12,29%, alta de 0,06 ponto.

Entre os vencimentos curtos, janeiro de 2010 ganhou 0,01 ponto, a 8,65%. o contrato de fevereiro de 2010 também subiu 1 ponto e foi o segundo mais negociado do dia, a 8,67% ao ano. Julho de 2010 apontou 9,10%, com elevação de 0,03 ponto percentual.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 635.790 contratos, equivalentes a R$ 57,723 bilhões (US$ 33,732 bilhões). O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 193.165 contratos, equivalentes a R$ 17,297 bilhões (US$ 10,108 bilhões). O segundo contrato mais negociado foi fevereiro de 2010, com 11.395 contratos, com R$ 10,939 bilhões (US$ 6,392 bilhões) Ures Folchini, vice-presidente de Tesouraria do Banco West LB, acredita que o segmento de Depósitos Interbancários (DIs) opera hoje com uma pressão adicional vinda do câmbio, que sobe quase 1% nesta tarde, em meio a preocupações com possíveis novas medidas para conter a desvalorização da moeda americana.

"Um dólar mais caro gera pressão inflacionária e os agentes também mostram preocupações com números que estão por vir como o de vendas no varejo, que sai amanhã", diz, lembrando que os dados internacionais de atividade na China, de ontem, também amparam perspectivas de aquecimento da economia local maior do que o estimado até então.

Além disso, agentes do segmento afirmam que o mercado não acatou inteiramente a explicação climática do governo para a causa do apagão energético. Restam dúvidas, portanto, sobre as condições de infraestrutura em cenário de forte recuperação da atividade. Renato Pascon, trader da Gradual Corretora, lembra ainda que o Tesouro realizou hoje leilão de 5,1 bilhões em papéis prefixados, tendo vendido integralmente todos os lotes. O sucesso da operação, em tese, poderia reduzir a demanda por proteção (hedge) em DIs, mas não foi o que aconteceu, o que sinaliza posições realmente mais cautelosas por parte dos investidores (Bianca Ribeiro | Valor)

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