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12/11/2009 - 16h00

Governo prevê que leilão de Belo Monte será em 21 de dezembro

BRASÍLIA - O governo voltou a trabalhar com a data de 21 de dezembro para o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, informou que na próxima segunda-feira deve sair a licença ambiental, para a retomada do processo.

O presidente da Eletrobrás, José Muniz Lopes, disse que, na reunião de hoje de manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Belo Monte surgiu como um dos temas principais, uma vez que a reunião teve como tema o apagão da última terça-feira e novos investimentos no setor.

Segundo Lopes, o edital para a concessão de Belo Monte ainda está em consulta pública. Mas a derrubada de uma liminar judicial que emperrava o processo, na noite de ontem, abre caminho para a retomada do plano. "Estamos confiantes que vai dar para cumprir o cronograma de Belo Monte, com leilão em 21 de dezembro", explicou o presidente da Eletrobrás.

Ao deixar reunião do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que tratou do setor elétrico, com Lula, Lobão disse que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai liberar a licença ambiental para as obras de Belo Monte.

O presidente da Eletrobrás contou que a questão de mais investimentos para garantir o aumento da carga e melhorar o suprimento energético do país foi discutida na reunião. Mas ele não quis adiantar se o governo planeja aumento de recursos no setor.

Lopes disse que Belo Monte, as duas hidrelétricas do Rio Madeira em Roraima e outras usinas já programadas serão fundamentais para se evitar o colapso ocorrido na última terça-feira, que deixou mais da metade do país às escuras.

"As usinas novas são importantes para que o país tenha novas rotas de grande suprimento de energia elétrica", disse Lopes. Ele reiterou que o país tem reserva energética suficiente para dar conta do crescimento econômico acima dos 4%, até 2014. Até lá, as novas usinas deve estar em funcionamento, destacou.

Sobre o apagão, Lopes disse ter ficado com a dúvida sobre o fato do sistema de ilhamento das linhas de Itaipu não ter impedido a queda generalizada de energia na região Sudeste. "Não sou engenheiro de operação, mas me ficou a dúvida sobre o funcionamento do sistema de inteligência das linhas de transmissão, programados para desarmar e cortar a disseminação. E não evitaram um blecaute tão disseminado no Sudeste", afirmou Lopes, ao participar de seminário sobre inovação nas estatais federais.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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