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13/11/2009 - 20h06

Pagamento de participação especial em Marlim reduz lucro da Petrobras

RIO - O acordo fechado com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para o pagamento de R$ 2 bilhões referentes a uma diferença nos cálculos da participação especial devida sobre o campo de Marlim, na Bacia de Campos, foi o principal responsável para a interrupção da trajetória de lucros líquidos crescentes da Petrobras. Devido ao desembolso, a companhia fechou o terceiro trimestre com ganho de R$ 7,303 bilhões, uma queda de 5,57% frente ao ganho de R$ 7,734 bilhões do segundo trimestre e um recuo de 26% na comparação com os R$ 9,843 bilhões no terceiro trimestre do ano passado.

O acordo para o pagamento de participações especiais fechado com a ANP entra no balanço da companhia como despesa operacional e teve um efeito de R$ 1,36 bilhão sobre o resultado, uma vez que deve-se abater o imposto que a empresa deixou de pagar em virtude dos ganhos menores.

"Em virtude do ajuste com a ANP, o resultado é muito bom e reflete a manutenção dos custos operacionais. Se retirarmos (do balanço) o evento da ANP, teremos a manutenção dos custos operacionais da companhia", frisou o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, lembrando que na área de Exploração e Produção (E & P) há três plataformas - P-51, P-53 e Cidade de Niterói - em fase de aumento de produção, o que também contribui para reduzir os custos de à medida que a produção das unidades aumenta.

As despesas operacionais da companhia no terceiro trimestre atingiram R$ 8,615 bilhões, uma alta de 41% na comparação com os R$ 6,095 bilhões do segundo trimestre, enquanto na comparação com o terceiro trimestre do ano passado a alta das despesas chegou a 11%.

(Rafael Rosas | Valor)

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