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13/11/2009 - 12h31

Vendas de títulos públicos a pessoas físicas crescem 50% em outubro

BRASÍLIA - As aplicações diretas de pessoas físicas em títulos públicos federais somaram R$ 141,69 milhões em outubro, com variação nominal positiva de 50,49% sobre os R$ 94,16 milhões vendidos em setembro.

Mas o Tesouro Direto acusou queda de 45,31% sobre as vendas de R$ 259,07 milhões em outubro de 2008, auge da crise financeira global, que representam o recorde mensal de captação bruta do programa criado em 2002.

Dados divulgados hoje pelo Tesouro Nacional apontam que o estoque de total de investimentos no Tesouro Direto atingiu R$ 3,08 bilhões. Entretanto, houve ligeira redução, de 0,18%, sobre o saldo de setembro, em função de resgates dos investidores no valor de R$ 63,6 milhões.

No cenário atual de redução das taxas de juros, a aplicação direta em títulos públicos federais vem se ampliando. A modalidade de aplicação facilita a liquidez do investidor, que pode fazer resgates semanais.

O interesse maior tem se concentrado em papéis prefixados (LTN e NTN-F), com rentabilidade definida no momento da compra.

Em outubro, por exemplo, os prefixados representaram 60,68% das compras, secundados pelos papéis com rentabilidade pelo índice oficial de preços IPCA (NTN-B em duas modalidades), que ficaram com 30,19% dos investimentos. As apostas em aumento futuro da taxa básica Selic ficaram em último lugar, com 9,13% dos papéis vendidos.

O investidor pessoa física tem preferido buscar uma poupança de longo prazo, já que a demanda por papéis públicos com vencimento acima de cinco anos representaram 54,75% no mês passado.

Cerca de 2,8 mil novos investidores procuraram o Tesouro Direto em outubro, somando 23,8 mil no ano. Segundo a área de administração da dívida pública do Tesouro Nacional, parte de pequenos investidores o maior interesse nesse tipo de aplicação financeira. Isso porque o volume de vendas até R$ 5 mil foi a maioria no mês, acima de 54% do volume aplicado no mês.

A aplicação mínima no Tesouro Direito é de R$ 200, sendo necessário que o investidor abra um cadastro em um banco custodiante de títulos públicos federais. A página eletrônica do Tesouro Nacional (www.tesouro.fazenda.gov.br) na internet dá todos os passos, inclusive simulações sobre rentabilidades futuras das aplicações escolhidas. (Azelma Rodrigues | Valor)

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