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16/11/2009 - 13h43

Bolsa sobe 1,86% e dólar cai 0,46% com dados positivos no Japão e EUA

SÃO PAULO - O mercado doméstico opera em tom positivo nesta jornada, em mais um pregão de alta na Bolsa de Valores de São Paulo e desvalorização do dólar. Além de um forte PIB no Japão, os agentes repercutem as vendas no varejo americano, que vieram melhor do que o esperado. O incentivo interno veio de uma criação de emprego também mais elevado do que o estimado.

Neste momento, o Ibovespa marca alta de 1,86%, aos 66.540 pontos, com giro financeiro de R$ 5,038 bilhões. Entre a máxima e a mínima, o índice já oscilou de 66.566 pontos a 65.325 pontos.

Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN sobe 1,69%, para R$ 37,76; Vale PNA ganha 1,82%, a R$ 41,85; Itaú Unibanco PN avança 1,63%, para R$ 38,60; BM & FBovespa ON aumentava 0,66%, a R$ 12,08; e Bradesco PN se valorizava 2,15%, para R$ 35,96.

No segmento cambial, o dólar comercial recua 0,46%, cotado a R$ 1,712 para a compra e R$ 1,714 para a venda. Em baixa desde a abertura, a moeda registrou até agora o preço mínimo de R$ 1,71. O Banco central ainda não realizou sua operação diária de compra no mercado a vista.

Agentes de mercado afirmam que o otimismo foi despertado desde cedo pelo bom andamento das bolsas asiáticas e europeias. O Produto Interno Bruto (PIB) japonês cresceu a uma taxa anual de 4,8% entre julho e setembro deste ano, configurando o segundo trimestre de expansão.

Segundo Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Gradual Corretora, a ponta de compra do Ibovespa ganhou ainda mais força após o governo americano ter apresentado alta de 1,4% setembro para outubro, acima do esperado pelos analistas. No Brasil, a contribuição veio da geração de 230,9 mil empregos em outubro, também maior do que os 180 mil projetados.

O cenário cambial também reforça movimento de desvalorização cambial frente ao real, assim como em relação às principais moedas do mundo. Além do incentivo externo, Antonio Medeiros, diretor de câmbio da corretora Pionner, diz que persiste entre os agentes a perspectiva de que a tendência da divisa continuará sendo de queda por aqui.

"A economia brasileira vai muito bem e para mudar essa tendência só se o governo apresentar de fato alguma nova medida", disse. Segundo ele, o mercado continua tendo a percepção de que o Ministério da Fazenda pode criar novos mecanismos para brecar a queda do dólar, já que a taxação de IOF sobre recursos estrangeiros aplicados em bolsa e renda fixa se mostrou ineficaz nesse sentido.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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