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16/11/2009 - 16h41

Dólar fecha a R$ 1,740 e zera perdas no ano

SÃO PAULO - O dólar comercial completou sete pregões seguidos sem perder valor para o real e volta aos preços registrados no começo de setembro. Nesse período, o preço do dólar subiu 3,7%.

Nesta terça-feira, o dólar comercial marcou alta de 0,92% e fechou a R$ 1,740, maior cotação desde 1º de setembro, quando fechou a R$ 1,747. O giro estimado para o interbancário ficou em US$ 2,1 bilhões. A esse preço, a moeda americana praticamente zera as perdas no acumulado de 2010 (-0,17%).

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) o dólar ganhou 0,97%, a R$ 1,7397. O volume caiu de US$ 209,5 milhões, para US$ 131,75 milhões.

Também na BM&F, o dólar para dezembro, subia 0,92%, a R$ 1,744, antes do ajuste final de posições.

No câmbio externo, o euro foi abaixo de US$ 1,35, o que não acontecia desde o fim de setembro. A tomada de fôlego do dólar foi generalizada e o Dollar Index captou tal movimento. O índice que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas subia 0,91%, para 79,2 pontos, maior leitura desde meados de setembro.

Refletindo o aumento na aversão ao risco, o VIX, que mede a volatilidade das opções de ações americanas é visto como um termômetro do medo do mercado, saltava 12%, a 22,6 pontos. Segundo o diretor da Corretora Futura, André Ferreira, não só o câmbio, mas praticamente todos os ativos passam por uma correção de preço depois da euforia provocada pela expectativa com a adoção de novas medidas de estímulo pelo Federal Reserve (Fed), banco central americano.

Agora, que a expectativa virou fato, ou seja, o Fed liberou mais US$ 600 bilhões, não tem novidade para justificar a corrida aos ativos de risco. "É uma desvalorização forte. O mercado ficou insano e agora corrige." Segundo Ferreira, esses problemas envolvendo a Irlanda e outros países da zona do euro não são novidade para ninguém. Apenas voltam ao noticiário.

Para o especialista, o que o mercado se pergunta, agora, é qual será o próximo passo do Fed. E enquanto não surgir nenhum grande assunto o mercado não tem onde se agarrar.

(Eduardo Campos | Valor)
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